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CLXV
Textos sobre Psicologia
Os Problemas do dia a dia

Nossa mente, assim como nosso organismo físico e o restante de nossa composição interna, tem períodos de máximas e de mínimas em sua funcionalidade.
Isto é muito similar as estações do ano, aonde há épocas aonde temos luz e épocas aonde nos encontramos em trevas (dias nublados, chuvas), como o verão e o inverno.

Assim há períodos aonde temos mais dificuldades de lidar com as questões do dia a dia do que em outras épocas. Isto claro por um conjunto de debilidades que acabamos sendo submetidos, sejam elas da mente, do físico, da própria consciência, etc.


Estes período são cíclicos e naturalmente uma pessoa pode estar muito bem resolvida no caminho esotérico, ou em processos de morte psicológica, nascimento alquímico, sacrifício, e vem um período aonde surgem estas dificuldades da própria mente em se manter pura, do corpo em colaborar para com a Obra, enfim, são períodos aonde minguam os ganhos esotéricos e temos que seguir lutando como podemos, até que se conquiste novamente aquele estado de perfeição de nosso trabalho.

O Importante é não abandonar o caminho ou desistir. Porque cedo ou tarde, quando a pessoa realmente se lance a realizar em si, de verdade, estes ensinamentos, este antagonismo igualmente luta por prender novamente esta pessoa e se fazemos valer estes esforços, cada vez são menores os tempos de escuridão e a luz se faz cada vez mais presente, como consciência, compreensão e vontade, em nosso dia a dia.


A Iluminação que tantos almejam é algo possível e acessível, principalmente depende de nos liberarmos dos problemas e das dificuldades do dia a dia. Em outras palavras é não por consciência ou dar valor maior do que se necessita, para estas questões.
Não podemos estar a todo momento com preocupações e pensamentos nos tirando estes estados superiores. A Iluminação se dá porque a pessoa se deu a tarefa de viver pelo espírito, para o espírito e por consequência por uma força maior do que ele próprio.

Não há problema que não tenha sua solução, ainda que esta solução seja não fazermos nada, pois já estaria solucionado.
Certamente alguns cairão de um extremo a outro com estas afirmações e certamente seria outro equívoco. Não estamos falando de nos ausentarmos de nossas responsabilidades ou de deixar de pagar nossas contas, senão que façamos isto mas sem sofrermos, sem nos preocuparmos a todo momento.

Nos dias modernos as pessoas desenvolveram verdadeiros "tiques nervosos" quanto a algumas situações, e sendo o sistema nervoso um intermediário entre o Espírito e a Matéria, ficamos comprometidos com esta iluminação, exatamente porque todo este nervosismo, esta preocupação e tensão, nos afasta da parte espiritual que vem exatamente para retirar estes pesos que levamos.

Os Sistemas são criados exatamente neste sentido, em atrelar a pessoa a uma série de situações e questões aonde ela produz, consome e logo tem que produzir mais para poder consumir novamente e assim gera um ciclo aonde atua a necessidade do poder de compra e o desejo aquisitivo.
Assim ficamos todos atrelados neste profundo sonho criado pelo mundo. Os Próprios religiosos muitas vezes caem neste mesmo equívoco, até porque toda instituição esotérica ou religiosa não deixa de ser um Sistema Religioso, e com isto há preocupações, desejos... algo certamente que temos que nos libertar, não abandonando mas nos fazendo consciente destes processos e superiores, no sentido de não atuarmos negativamente e submetidos a nossos defeitos.


Muitas vezes para eliminar um problema que tenhamos, basta uma atividade longe do problema e ao observarmos aquela questão novamente, já vemos com outros olhos. Outras vezes basta observarmos ele claramente, e logo vemos que não havia sentido algum naquilo que nos causava tanta preocupação e sofrimento.

Uma boa caminhada, algumas respirações ao ar livre, a maioria das vezes é suficiente. Uma boa música, alguma outra diversão sadia, pode seja a verdadeira cura para que esta Alma se liberte deste julgo que a mente lhe impôs.


Com esta liberdade, com esta tranqüilidade, podemos investir nossos esforços e vontade nesta perfeição da parte espiritual, estar conscientes de momento a momento, eliminar os nossos defeitos psicológicos que vão aparecendo, poupar nossa energia para a criação dos corpos superiores, enfim, tudo torna-se possível e bastante mais acessível.
Com isto claro não estamos dizendo que não vamos levar uma vida normal, e sim que aproveitaremos ao máximo a parte física e interna da vida mas não somente no que diz respeito a prazeres que muitas vezes fugazmente nos causam mais dano que benefícios mas selecionando o que nos serve realmente, o que nos é bom e produtivo e o que não é.

É a verdadeira chave para sermos felizes e levarmos uma vida plena e cheia de realizações, realizações estas que beneficiarão não apenas o individuo ou sua Alma, mas a todos aqueles que estão ao seu redor e quem sabe a humanidade como um todo.

14/01/13