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Textos sobre Psicologia
Impulsos Espirituais

Todos nós somos máquinas movidas por estímulos. Constantemente necessitamos de reforços e de estímulos para que façamos ou não façamos alguma coisa.

Isto vemos desde as crianças que tem o estímulo dos pais para desenvolverem suas capacidades motoras, de linguagem, etc. Uma criança que não tivesse o estímulo a fala, pois não falaria, pelo menos não uma linguagem compreensível ou dialogável.
Assim a vida nos estimula a muitas coisas, a sociedade cria seu próprio sistema de constante estímulos, seja ao consumo, seja ao trabalho.

Praticamente todas as pessoas já sentiram por exemplo algo de espiritual dentro de si, como um chamado a algo desconhecido, um impulso por uma busca pela verdade. Isto claro poderia ter sido gerado por algum fator externo, mas nos referimos a um estímulo interno, um Impulso Espiritual emanado do Espírito.


Nisto podemos observar distintos tipos de impressões ou estímulos que recebemos. Estímulos Espirituais, Estímulos Naturais e Estímulos Sociais.

Estes podemos dizer são os principais tipos de estímulos que uma pessoa pode receber. Existem outros mas consideramos uma subdivisão destes que aqui citamos.


Nós temos uma natureza interior negativa, o próprio Abismo com suas entidades, larvas e Demônios, certamente geram seus impulsos negativos e seus estímulos nefastos sobre as pessoas... mas não deixam de ser estímulos naturais, pois a natureza está em constante evolução e involução e apesar de negativo é parte de um mesmo aspecto.

Citamos estas influências que recebemos, exatamente para que possamos identificar em algum momento, que forças estão nos estimulando a tal ou qual ação.
Uma pessoa que busque o Espírito e que queria viver de acordo com o Espírito, tem que seguir os impulsos espirituais e transpassar a barreira Social e até Natural já que a própria natureza apesar de conduzir evolutivamente até certo ponto, logo toma o caminho involutivo e negativo.

Os Estímulos sociais são úteis para a organização de uma sociedade, mas como na atualidade estão muito afastados e porque não dizer divorciados dos interesses e estímulos Espirituais, acabamos entrando quase sempre em conflito e sem saber se estamos seguindo os interesses de um ou de outro.

A Convivência, aquilo que aprendemos por exemplo, não deixam de ser estímulos sociais, porque mesmo diante de um grande Mestre, o que percebemos dele, fisicamente, são estímulos sociais, de exemplo... ainda que superiores.
O Estímulo Espiritual provém da parte interna e se sabemos aliar este estimulo que nos dá nosso Espírito, com bons exemplos Sociais, com a parte evolutiva e criadora da natureza, pois teremos estímulos e forças suficientes para realizar a Obra que nos encomenda a parte Espiritual.


Por isto que afirmamos e não podemos deixar de afirmar que cada pessoa deve seguir sempre, indiscutivelmente, seus impulsos Espirituais. Claro que em um primeiro momento não sabemos diferenciar o que é gerado por algum fator social ou da própria natureza, seja inferior ou superior.
Mas tão logo estudemos estes impulsos e nos dediquemos a encontrar aonde e como se manifestam em nós estes desígnios do Espírito, pois nada poderá nos tirar desta marcha triunfal.


Muitas vezes o Estímulo Espiritual praticamente desaparece, ou não é perceptível dentro de alguma pessoa, exatamente porque ela está já plena de impulsos sociais como questões do trabalho, familiares (referindo-nos a parte do sistema, pois a família também em parte é formada por estímulos naturais, de reprodução, preservação, etc); ou por impulsos naturais como buscar dormir bem, comer bem. Ou seja, os impulsos naturais em sua parte evolutiva, são impulsos de preservação, de sustentação, de perpetuação.

Podemos atender aos interesses sociais e aos interesses naturais, mas sempre tendo por cabeça a parte Espiritual. Nós bem sabemos que podemos nos reproduzir mesmo sem o derrame seminal; também sabemos que podemos sacrificar nosso tempo de sono para meditar, pois trará benefícios ainda maiores, não apenas de descanso mas de plenitude a este veículo físico e vital.


Tudo é bastante simples, basta que compreendamos e que exerçamos a vontade que estamos desenvolvendo, para que seja possível a organização e a realização da Grande Obra.


A Todo momento recebemos estímulos naturais, a própria dor é um estimulo de tipo natural, para a preservação do corpo. Se dói a perna é porque ela tem algum problema que necessita de atenção, ou cuidado. Não é assim? O Sentido de acordar e de descansar, assim como o sentido de se alimentar ou jejuar (se comemos algo que nos fez mal), são pois estímulos naturais.

Claro que em nós estes estímulos estão alterados, deturpados por elementos relativos a esta natureza inferior que se desenvolveu em nós.
Então o alimento que precisamos não é o que queremos comer. A Quantidade que necessitamos não é a que gostaríamos de ingerir. Ficar sem comer para preservar o organismo de algum mal estar é algo que fazemos a contra-gosto ou não fazemos.
Dormir? Pois ignoramos a necessidade para ver um filme ou fazer festa, etc...

Então claro o primeiro passo é aprender a separar a parte social, da parte natural e da parte espiritual. Logo respeitar a parte natural e então sim sacrificar tanto a parte Social ou Natural em benefício do Impulso do Espírito.


Nisto entra praticamente tudo que já foi falado.. desde a parte vocacional, que é algo espiritual, o matrimônio igualmente impulsionado pela parte espiritual.
Percebam que o sacrifício que falamos, não é deixar de ter um trabalho ou atender as necessidades da família, mas sim adequar isto ao que nos impulsiona a parte espiritual.
Todos necessitamos de um trabalho, pois que seja honesto, que não prejudique a ninguém nem que viole as Leis naturais e Espirituais. Na família o mesmo, se ainda somos solteiros e encontramos alguém que nos parece ser adequado como complemento matrimonial, temos que verificar se fazemos isto por um impulso Social (pressão familiar, dinheiro, status, etc), por uma questão Natural (desejo, paixão, instintos de reprodução, não querer ficar só, querer cuidar de alguém, etc) ou realmente Espiritual (Amor, realizar a parte Alquímica do trabalho com aquela pessoa).
Claro que não quer dizer que porque atendemos a parte Espiritual, não haverá questões Naturais e Sociais envolvidas, mas sim que devemos observar que impulsos estamos fazendo uso para estas decisões. Dizemos isto porque muitas pessoas tem uma vida matrimonial miserável, ou até mesmo de trabalho, exatamente porque atendem a impulsos sociais ou naturais nestas escolhas, e não espirituais.
Nosso Dharma, nossa redenção, nosso perdão, vem por meio do Impulso Espiritual. A força do Karma se encontra nas questões naturais e sociais. O Espírito não nos provoca dor, a dor que sentimos é porque estamos presos a estas questões sociais e naturais.


Vivendo cada momento, buscando realizar o que o espírito nos impulsiona, vamos adentrando no campo das realizações e da iluminação Espiritual.
Sabemos que muitas pessoas dirão que não sabem o que lhes espera o Espírito, sua Divindade interior... mas para isto temos estas reflexões profundas, a própria técnica da meditação, as práticas de Saídas Astrais.

Alguns utilizam oráculos como o Tarot, não estamos dizendo que está errado, mas são etapas que devem ser vencidas pois não existe oráculo maior do que nosso próprio Ser, nossa própria consciência. O que vemos por meio das cartas ou de qualquer outro oráculo, é o mesmo que vamos obter por meio de uma meditação ou em um diálogo interno com alguma parte do Ser, porque é o mesmo estimulo que movimenta a mão, ou estimula o pão a crescer, ou que umedece o sal, etc.


A Realidade dos mundos internos, do resultado prático, preciso, exato nas meditações deveria ser algo que as pessoas deveriam buscar com mais vontade. Recordem que é aí que encontramos os Impulsos Espirituais.
Mesmo em instituições religiosas, gnósticas, no convívio seja com quem seja, só encontramos estímulos sociais. Claro, são necessários como já falamos, para que nos cerquemos de estímulos relativos ao que anelamos realizar, mas precisamos seguir ao Espírito, e nisto precisamos encontrar a fonte destes impulsos espirituais.


Quantas pessoas abandonaram a Obra em processos difíceis do caminho. Isto afirmamos que ocorre porque são pessoas que tinham a Obra sustentada por fatores sociais. Ao ficarem sós, ao ficarem desamparadas em seu deserto interior, não tinham estímulos de continuar. Não havia para estas pessoas impulso que as fizesse continuar no caminho, porque não sabiam chegar até aonde recebemos estes impulsos espirituais.

Por isto que rogamos a todos que já trilham ou que estejam se propondo a entrar neste caminho, que aprendam a lutar por encontrar e por seguir a estes impulsos espirituais. Porque no dia que estes que estejam a nosso redor façam algo que não seja adequado a nosso espírito, possamos nós continuar fazendo o justo, e não apenas seguindo a outros, ainda que estes sigam a seu próprio espírito.

No caminho de todos, chega aquele momento aonde o Mestre se retira, aonde faltam estímulos sociais do ponto de vista Divino, já que existem estímulos sociais superiores e inferiores. Nestes momentos somos provados exatamente no quão integrados e obedientes nos fizemos a estes Impulsos Espirituais.
São marcos na vida de cada pessoa, aonde ou aprende a caminhar com suas próprias pernas, tendo por guia sua própria consciência, ou submerge, afunda no piso do templo daquele palácio.


Por isto que existem ciclos de Luz e de Trevas. A Luz brilha nas Trevas e são nestas trevas aonde não há luz externa que nos ilumine, que temos que erguer bem alto nossa luz interior, seja para iluminar o nosso caminho, seja para iluminar ao de nossos irmãos que ainda buscam em si, esta luz. São pois nestes tempos de trevas e de ausência espiritual a nível social, aonde o Cristo nasce dentro de cada pessoa. Nasce como um impulso revolucionário e redentor, seja para com a Alma deste individuo que clama e sofre pela Luz das Luzes, seja para redimir a esta humanidade que o cerca.

Paz Inverencial!

21/01/13