zzzzzzzz

 

CLXV
Textos sobre Psicologia
Compreensão Interpessoal

Em nosso trabalho frente a desintegração de nossos defeitos, sempre o primeiro passo que temos que dar é encontrar, descobrir alguma falha, algo que não seja o real em nós, algo que seja uma corrupção de nossas capacidades internas, um desvio de nossas virtudes.

Claro, todos temos falhas, todos temos defeitos, mas nem sempre percebemos que realmente seja algo negativo, algo que para nós se apresentem como defeitos e isto é como querer levantar uma pedra estando apoiado com os pés sobre ela, uma tarefa impossível.

Entender que aquilo não faz parte de nós, que é algo que foi criado equivocadamente, é exatamente sair de cima desta pedra alegórica, é não ter mais como apoio tal elemento negativo, equivocado.

Sempre que encontramos algo dentro de nós, que percebamos seja equivocado, falho, imperfeito, pois para sua eliminação, dependemos de compreender, de realmente delimitar, até aonde é o impulso natural da consciência, de nosso Real Ser ali atuando, e aonde inicia esta falsa projeção que é o dito defeito que se alimenta destes impulsos, desta centelha divina.

Todos, absolutamente todos, sofremos muito na vida, e todo este sofrimento, toda esta tragédia, é originada exatamente por esta falsa percepção que tem esta força negativa, polifacética que carregamos em nossa psique.

Compreender não é negar, compreender não é afirmar, compreender não é repreender ou estimular, é apenas entender do ponto de vista da consciência, seu próprio limite como consciência.


Quem compreende o defeito, quem realmente observa o defeito, pode parecer para nós que é uma parte Desperta de nossa Consciência, mas na verdade a parte desperta é o que dá o estímulo, a informação, o anelo.
Quem se delimita, quem realmente se observa, diz que isto é o REAL, e que aquilo é a fração do erro que se aproveita deste impulso divino, é a própria consciência que está presa em tal ou qual delito.

Por isto que o primeiro, realmente o primeiro que deve surgir, é que seja visível para nós que “ALI” está um defeito, porque isto é esta própria consciência ali aprisionada dando-se conta de seu aprisionamento.


No mundo não faz qualquer sentido apontarmos os defeitos alheios, ou assinalar as falhas de tal ou qual pessoa. Até podemos compreender aonde outros falham, e utilizar isto para verificar como aquilo que vemos fora atua em nós. A Verdade é que no mundo, é o mesmo, ocorre da mesma maneira que relatamos dentro; estas pessoas que já realizaram o trabalho, dão o anelo, a informação, a sabedoria e a própria pessoa, esta outra pessoa é quem faz o trabalho, por si mesma, em si mesma.

Repreender alguém, ou repreender o ego, afirmar a ação de alguém, ou justificar o ego, de nada serve, nem dentro nem fora como percebemos.
Compreender tem muito a ver com observação serena. A Consciência livre, as partes autônomas do Ser, constantemente visitam Pistis Sophia no caos. No mundo igualmente aqueles que desenvolveram suas virtudes, constantemente ajudam aqueles que estão iniciando sua ascensão para a luz.


O Que em nós, dentro de nós são estas virtudes já livres, despertas e atuantes, estas partes autônomas que juntas conformam nosso Ser, no mundo são estes Iniciados que conhecem, vivem e ensinam os mistérios que hão de ser a salvação, e a redenção de cada um de nós.

Quando os Adeptos descem ao «Tártarus» afastam-se do Cristo Íntimo e sofrem o indizível.
Pistis Sophia clama pela Luz quando se encontra no «Averno».
A Luz cumpre, sempre, o seu mandato no Caos.
Os «Mensageiros» são as Partes Superiores do Ser que visitam o Adepto no Averno para instruí-lo.
Obviamente, a cada subida antecede uma descida e a toda a exaltação mística precede uma espantosa e terrível humilhação.
Ninguém pode subir sem antes ter experimentado o incomodo de descer.
” - Samael Aun Weor


Paz Inverencial!

07/05/13