zzzzzzzz

 

CLXV
Textos sobre Psicologia
A Semente do Ego

Tudo quanto conhecemos é um trio de matéria, de energia, e de consciência.

Nossos defeitos psicológicos, nossas falhas, nossos erros não são uma excessão a esta questão.
Claro que isto tem muitos níveis e a maioria se detém apenas em uma primeira parte do trabalho, porque certamente é o momento que lhe corresponde.

Nossos defeitos tem uma consciência, esta consciência é a nossa. O Erro é sempre justificado dentro daquilo que é um impulso natural que tem a própria consciência.

A Consciência tem o impulso de amar a Deus, e muitos fizeram da Religião uma grande guerra santa com cruzadas sem fim e mortos por todos os lados, como se fora isto que quisera a Divindade ou o que indicava a consciência.
Claro que no dia a dia ocorre o mesmo. Temos que nos alimentar e a consciência indica alimentos que temos que consumir, mas a gula se aproveita disto e claro assume uma forma negativa, dentro daquilo que é o impulso natural.

O Mesmo vale a para tudo, cada detalhe negativo se baseia em uma parte real que é o impulso que tem a própria consciência.
Então vemos que o defeito tem uma consciência que é a nossa, uma compreensão e uma justificativa que é o que é certo.

Compreender o que é o impulso natural da consciência, dos centros, dos cérebros, em fim, de cada parte do homem, é retirar esta consciência que tem o ego.
A Própria expressão que tem o ego, sejam pensamentos, sejam sentimentos, ações, desejos, é o campo aonde se manifesta, a matéria.
A Energia que tem o ego, antes de mais nada é esta energia que ele rouba de tal ou qual centro, por permitirmos que ele atue.


Então ao separarmos o ego do que é o impulso da consciência, ao impedirmos com que se manifeste, ao não deixarmos com que roube nossas energias, ainda resta esta sombra, esta casca, ou em outras palavras esta semente, que também está provida de energia, de matéria e de consciência.

A Energia que ele tem, é claro esta energia negativa que corresponde a esta força negativa da própria criação, que se desdobra nos Três Traídores, que vai se desdobrando nos sete pecados capitais e que se projeta como este agregado que no momento está neste estado potencial.
A Matéria é o campo de atuação, e ele sobrevive como semente, desde pela recordação do delito, e pelos agregados afins a ele que ainda temos.

Porque basta um descuido, basta um pensamento que nos identifiquemos para com qualquer delito e logo podemos nos ver cometendo qualquer insanidade.
A Consciência que ele tem, já não é esta nossa consciência a nível de Alma, porque já resgatamos ela, mas uma consciência própria, um desdobramento negativo de uma força negativa que faz parte de nós desde a criação.

Quando um agregado qualquer fica grande o suficiente em nossa psique, ele põe estas larvas, ou sementes que podem tornar-se novos agregados psiquicos. Como dizem os Mestres é repugnante ver o processo de reprodução destas entidades que habitam dentro de nós mesmos.

E é a realidade, não é difícil dar-se conta do fato desta reprodução e desta proliferação.


Porque quando houve a queda edênica, quando os primeiros homens e mulheres cometeram o delito de fornicar, que é a perda da energia sexual, isto não foi do dia para a noite, "vamos cair" e pronto, foi uma progressão de algo negativo que nasceu como um descontentamento, uma desobediencia, uma mentira, um engano, um desejo, e vemos que isto foi tomando proporções maiores e maiores e que vem até hoje crescendo e crescendo e a degeneração sempre aumentando.

Assim como a degeneração tem por sua base o pecado original, que é o delito sexual de haver-se antes de mais nada chego ao orgasmo fisiológico. Esta regeneração depende também do domínio da energia sexual.

Claro que não é apenas impedir com que a energia seja gasta ou no orgasmo ou seja fornicando com pensamentos, com palavras... porque o simples fato de sermos pensadores que estamos a todo momento raciocinando e dando livre vóz internamente a estes defeitos, é um tipo de fornicação. Isto rouba a energia sexual e por consequência aumenta mais sempre a degeneração desta pessoa.

Isto, esta progressão negativa é algo da direção que corre esta energia, expandindo, materializando-se, tornando-se mais grosseira e cada vez mais estéril do ponto de vista espiritual.
Ao reverter este fluxo que flui normalmente em direção à materialidade, temos condições de utilizar esta energia para regenerar-nos, para projetar este fogo do Terceiro Logos (Espirito Santo, Kundalini, Maria, Ísis, Réa, etc..), dentro do Homem contra cada um destes elementos negativos já compreendidos, já desprovidos de nossa consciência, de expressão, e de nossa energia.

Porque assim como nossas falhas foram forjadas no fogo, elas precisam ser destruidas por este mesmo fogo, que é o criador e o destruidor ao mesmo tempo. É este Shiva que foi assim representando desta forma, muito sabiamente por algumas culturas.


Nós podemos até ser ótimas pessoas no ponto de vista físico, no quesito "normal" dentro do padrão da atual humanidade, mas isto é uma ilusão porque basta parar um segundo e observar o rumo e a decadência que segue o mundo para ver que tudo toma um rumo bastante negativo e infeliz.

A Individualidade é algo que foi perdido, e cada pessoa hoje está presa nesta mecanicidade decadente que ruma a um ponto sem retorno, de materialidade e de delitos.


Todas as religiões autênticas que já existiram estão corretas, o problema nisto é que os tempos mudam e estas formas religiosas, já não correspondem aos principios e também não são adequadas ao momento que vivemos.

As religiões como um todo sempre o que ensinaram quando dentro das formas ligadas ainda a seu principio, foi exatamente esta busca do Homem por seu Ser, em outras palvras do Profeta por Maomé, ou deste homem pelo seu Cristo, Buda ou como queiram chamar.

O Ensinamento público que se dá nestes casos, nestas religiões, é o exemplo de alguns homens, de algumas Almas, que buscaram, encontraram e uniram-se a seu principio divino, sua realidade espiritual, que inverteram esta força descendente em algo ascendente.

E é isto que cabe a cada um de nós.

13/06/13