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CLXV
Textos sobre Psicologia
Memória, Compreensão e Consciência

A Compreensão é a ferramenta que permite com que o Homem converta-se em Super-Homem.
O Homem comum e corrente se fundamenta no uso da memória, o Super-homem em sua Consciência, a Compreensão é o elo e a ferramenta que permite com que o Homem converta sua natureza e as fixe como Cosnciência.

A Memória além de falha é equivocada e infiel, nós apesar de tantas idas e vindas sobre a face da terra, vemos que o que trazemos no Íntimo é aquilo que chegamos a Compreender, a transformar em Consciência, no decorrer de nossas existências.

Um homem que fundamente sua vida e suas decisões na memória, não é mais que um equivocado que não tem condições de compreender coisa alguma, pois sonha enquanto deveria perceber plenamente o que expõe o momento.


Isto de memória e repetição como papagaios é algo que vemos está muito incrustada nos estudos Esotéricos, Ocultistas, devido a que a grande maioria dos estudantes são apenas teóricos e intelectuais destes assuntos.

Toda ação inconsciente se baseia na memória, enquanto toda ação consciente se baseia na Consciência.
Precisamos traduzir e transformar nossas memórias e vivências em Consciência.
De nada adianta nos recordarmos de uma “máxima ocultista” se não a estudamos totalmente, se não a submetemos à compreensão por meio de profundas análises e meditações e as convertemos em Consciência.

Quando utilizamos a memória e fatos ocorridos para basear nossas decisões, estamos nos submetendo a experiência de Satan, do Ego, pois este subsiste no tempo.
Quando utilizamos aquilo que temos por Consciência, tudo aquilo que realmente compreendemos a fundo e que não está no passado nem no futuro pois se expressa de instante em instante, estamos agindo em base ao que expressa o Íntimo e a própria Consciência Divina.

Existem duas forças que costumam atuar em nós, uma é a força da constância, da repetição do passado, daquilo que “sempre fizemos”, do que “sempre dissemos”, em fim, do que impulsiona o Ego, ou do que deseja este fazer em base a suas experiências.
Também existe uma força da momentaneidade, que expressa aquilo que temos realmente encarnado e compreendido de todas estas vivências mas que não atua como memória nem como recordação, senão como uma profunda compreensão que se baseia como se fosse a primeira vez com que nos deparamos com tal ou qual situação, até porque cada evento é único e é absurdo se basear na memória para tais decisões.

A Ação em base a memória não tem espontaneidade nem vida alguma, é algo artificial e tenebroso.

Tudo que guardamos apenas na memória podem ficar certos que são conhecimentos destinados à desintegração e ao abismo.
No entanto tudo que digerimos por meio da compreensão, faz-se em nós Consciência.

Podemos nós ter uma memória do Bem e do Mal, ou ter Consciência do Bem e do Mal, a diferença está em recordar ou compreender.
Quem recorda tem memória, ainda que por um breve período de tempo e corre o risco de repetir para sempre os mesmos erros, pois não compreende o mecanismo e por consequência como se libertar disto.
Quem compreende transforma esta memória mortal em uma Consciência imortal, a qual tem pleno domínio e compreensão sobre tais fatos e por tal motivo faz-se livre do julgo destas forças.

O Estudo é sempre necessário na vida, o absurdo é não submeter estes estudos, estas nossas vivências à compreensão para que tornem-se Consciência.

Memória sem a devida compreensão, torna-se o que chamamos Ego, e estas mesmas vivências ou o estudo destas memórias, convertem este Ego, em Essência, Consciência Desperta.
A Compreensão é a ferramenta para a essência libertar-se de seu julgo do Ego e transformar-se em Consciência.

A Memória é sempre subjetiva, pois nos relata fatos e acontecimentos mal entendidos e que ocorreram nas dimensões mais baixas da natureza.
A Consciência é objetiva, pois por meio da compreensão, analisou o fato não apenas material mas em todas as dimensões do cosmos e por tal motivo tem pleno conhecimento de causa.


O Caminho iniciático é algo terrível, mal dizemos que a Compreensão é a ferramenta para transformar a Memória em Consciência, e temos de dizer que em Segunda Montanha até mesmo esta Consciência deve ser desintegrada para dar expressão a forças ainda maiores que este Ser que foi formado na Primeira Montanha. Deus como Indivíduo morre, para dar lugar a Deus como Multiplicidade. Morre a Palavra para que ressuscite como Verbo, morre o Verbo para que ressuscite como Exército da Voz.

Dor e reflexão, eis aqui o teu caminho”.
E esse Mistério sabe porque é que as montanhas se elevaram e pedras preciosas apareceram nelas” .

26/12/13