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CLXV
Textos sobre Psicologia
A Compreensão de nossos defeitos

Quisera poder cantar, gesticular e até "teatrizar" de alguma forma isto do que seja o sentido da compreensão, pois nos pesa ter de apenas escrever e saber que as pessoas em sua grande maioria levarão isto apenas até seu cérebro pensante, arquivando como mais alguma teoria na lixeira da memória.

Hoje vivemos tempos aonde a humanidade anseia pela morte e não consegue morrer. Triste realidade de quem encontra o caminho mas não consegue trilhá-lo.
"E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles." - Apocalipse 9:6

Morrer é algo simples, fisicamente a morte é algo que de forma muito fácil pode ser encontrada. Comam até explodir, deleitem-se no vício até que o corpo pereça, em fim, atravessem as ruas sem olhar para os lados, metam-se em uma briga e já deu-se a morte biológica.

É Claro que esta morte de que nos fala o Apocalipse, esta morte a qual os homens em vão buscariam, é exatamente esta liberação de suas debilidades, a morte de seus vícios, a morte de seus maus hábitos, a morte do egoísmo, a morte da falsa personalidade, a morte do EGO.


Se está de passagem, se está com pressa, se não está em um estado adequado de consciência, não leia o que temos a dizer. Não leia porque depois o diabo interno depois dirá: "Eu já li", e não submeterá isto a uma nova análise. Se está sem tempo, porque não resolva o que tem de resolver, porque prefere fazer algo as pressas e mal feito? Não peço que concorde, mas que submeta estas palavras a análise de sua consciência, somente isto.
O Karma é uma lei muito severa, e todo aquele que tem contato com a sabedoria e a ignora, é julgado muito mais severamente do que aquele que pode afirmar: "- Nunca vi isto no mundo".


Os Defeitos são constituidos sempre, de uma base verdadeira, mas de elevações falsas. A Base é a essência, é o impulso natural, o principio divino que tem sua vida sustentada pela divindade. Nossos defeitos aproveitam-se deste impulso e agregam formas a isto, envolvem este impulso divino e o revestem transformando-o em algo completamente distinto.

O Surgimento de cada um de nossos defeitos se dá por um estado desadequado de consciência. Nós não temos a devida compreensão de cada fato que presenciamos, que executamos e cada evento marcante gera em nós uma "má digestão" de impressões que vem a formar estes egoísmos diversos que hoje tão bem conhecemos e convivemos em nosso interior e no mundo.

Então nos faltou um filtro capaz de digerir cada uma destas impressões, destes eventos que tivemos de viver e este filtro afirmamos é a Compreensão.
Se nós submetemos cada evento a uma análise da consciência, de fato teremos um veredicto exato do que nos cabe e do que não nos cabe, do que é justo e do que não é justo fazer. Aí toda regra moral fica sobrando, todo conceito de bem e de mal já não entra. Pois o que é bom para um povo é mau para outro, o que é certo aqui não é certo lá e na verdade bem e mal são conceitos que se atribuem a forças evolutivas e involutivas da natureza.

Maldade não há na involução, há supremo amor e esforço da divindade por restaurar a sua forma original o que chegou ao auge de sua evolução e não transcendeu sua natureza.
Senão teriamos de dizer que todas as pessoas depois dos 30, 40 anos são más, pois entraram em um estado de maturidade e logo de velhice, involução celular, psicológica.

A Eliminação de nossos defeitos não pode contar com estes dois conceitos, de bem e de mal.
O Que necessitamos é compreender, é realmente analisar, investigar, nos questionarmos, fazer profundas reflexões, meditar e extrair a realidade do que seja o impulso natural e do que sejam estas forças que tentam mesclar-se ao divino para sobreviverem.

A Compreensão é um fogo devorador que simplesmente faz soltar a estas sanguessugas psicológicas que carregamos em nossa psique.


"Justificar ou condenar não significa compreender. Quem quiser acabar com seus defeitos não deve justificá-los nem condená-los. É urgente COMPREENDER nossos erros." - Educação Fundamental, Cap 22. - Samael Aun Weor.

Isto seja usando a Filosofia (compreensão para com os demais) ou a Psicologia (compreensão para com nós mesmos), sempre que há julgamentos ou condenação, não há compreensão de nenhuma espécie. Julgar ou Condenar é identificar-nos com a suposta maldade ou a aparente bondade de algo.
Compreender é realmente a síntese disto, é ter um conhecimento pleno, objetivo, prático a respeito de algo, não apenas no campo físico, mas em tantas regiões quanto nos dedicamos a compreender tal objeto.

Ao justificar um erro nós fortalecemos a maldade de uma forma terrível pois como pessoas nos integramos com a maldade.
Ao condenar um erro nós ainda assim fortalecemos a maldade, pois pela oposição que geramos, esta fortalece-se e mesmo que se oculte por algum tempo, torna-se um demônio tentador e cedo ou tarde o certo é que faremos novamente o mesmo erro e de forma muito maior que antes. Além do que, normalmente quem condena a maldade em si, tende a querer aplicar a psicologia sobre os demais, assinalando e condenando o erro nos outros, exatamente por ter este erro muito vivo dentro de si, só que reprimido.

A Compreensão é a flor de lótus da sabedoria mística. A Compreensão é a luz que desfaz todas as trevas interiores. A Compreensão é um desdobramento do Próprio Fogo do Espírito Santo, o qual é o primeiro que temos de empunhar para poder reduzir a pó nossos defeitos.

A Mente pode rotular, pode modificar, pode aumentar, pode diminuir um defeito. Mas somente a compreensão tem o poder de erradicar de nossa natureza interior tal defeito ou falha.


Após descobrir um defeito, temos que compreender totalmente, integralmente o defeito, e com esta luz divina jogada sobre cada região de nosso subconsciente desfazemos as trevas do erro.

Há muitas pessoas que se presumem virtuosas porque no mundo físico não cometem tal ou qual delito, mas a verdade é que um pouco mais além desta consciência de vigília há outros níveis de consciência que nem remotamente imaginamos o que levamos dentro.
Conforme despertamos nossa Consciência, vamos tendo a visão interna para poder perceber a existência de tais delitos em regiões cada vez mais subconscientes de nossa Psique.

Enquanto haja a existência de um defeito em alguma destas 49 regiões do subconsciente, corremos o risco de cair novamente no delito. Não basta eliminar a ação do delito, mas até mesmo o sentimento, a idéia, e por fim a lembrança do delito. Temos de avivar a virtude, ascender esta chama da consciência em cada uma destas regiões internas de nosso subconsciente, fazendo deste subconsciente, inconsciente, infraconsciente, pura consciência iluminada aonde não haja mais sequer a sombra do erro.

Assim é como conquistamos a Luz, aprendendo a usar o Fogo.

06/01/04