zzzzzzzz

 

CLXV
Textos sobre Psicologia
Teoria e Prática do Ensinamento

A Vida de cada pessoa certamente tem particularidades únicas que por mais parecidas e similares que sejam a vida de outras pessoas, é algo absolutamente único o que cada pessoa viveu.
Resulta sem nenhuma dúvida muito interessante estudar nosso passado e ver tudo o que já andamos e o que já fizemos no decorrer desta existência que hoje temos, pois explicado está por todas estas vivências aquilo que hoje somos. Todo este passado, todas estas vivências, todas estas experiências, não apenas claro desta existência que hoje temos, mas de todas as que já tivemos, encontram-se somadas e condensadas no que somo neste momento.

A Teoria é algo que inevitavelmente temos de passar para que obtenhamos a informação de como realizar a prática daquilo que ainda não sabemos. O Problema é ficar preso apenas as teorias e jamais chegar a sermos práticos.
Sem nenhuma dúvida, e sem receio nenhum de me equivocar, afirmo de forma muito sincera que estas pessoas que não tem resultados práticos e exatos no caminho, é porque não vivem este aspecto prático do ensinamento.

Não somos aquilo que sabemos teoricamente, somos aquilo que experimentamos e por consequência temos gravado em nossa consciência, em nosso entendimento, estas vivências.
Os Mestres afirmam e muitas vezes as pessoas gravam isto apenas intelectualmente, mas que vale mais uma hora de vocalização que a leitura de uma centena de livros... uma prática de meditação profunda, uma reflexão feita de forma espontânea e sincera, tem um valor tremendo para este avanço interior que tanto é necessário para descobrir este véu do mistério que cai sobre todo o existente.

Jesus, nos evangelhos Essênios de João, disse: “Não busqueis a Lei em vossas escrituras. Porque a lei é divina enquanto que as escrituras são morte. Em verdade vos digo que Moisés não recebeu as leis de Deus escritas mas sim de palavra viva".

Nós conhecemos a teoria do que são os mandamentos da lei divina, assim também conhecemos como teoria tudo isto que os Mestres nos deixaram...
Mas para estes Mestres, tudo isto receberam na prática eles mesmos, tiveram de lutar, praticar e ir até a fonte da sabedoria, das leis e receberam esta palavra viva que certamente ficou fundida em suas almas e em seu espírito como feitos transcendentais, como há de ser cada uma destas vivências práticas.


Chega um momento que realmente vemos as pessoas confundidas, perdidas no caminho, e esta quase loucura, por assim dizer, se dá pelo excesso de teorias...
O Próprio abandono do caminho, é quase impossível para alguém que seja prático nestes ensinamentos, pois o mundo pode lhe dizer que é mentira, que é equivocado, mas ele viveu, esta pessoa sabe não porque outros contaram, não pelo que lhe disseram, mas pela prática, pelo que é a realidade do que viveu.

Há momentos no caminho que temos de nos tornar sérios, ou inevitavelmente vem aquele desgaste e o afastamento da Obra, pois a pessoa vai tornando-se cada vez mais "elitizada" em sua "aristocracia psicológica" e com isto, com tantas teorias acumuladas, continua buscando teorias mais belas, mais complexas, para seguir nesta descendente de intelectualismo frustrado.
Este fantoche do intelectualismo fala do que desconhece, aprende e replica aquilo que não vive e isto é a vida de muitas pessoas que hoje dizem estar no caminho... Mas que caminho?


A Memória, aquilo que gravamos meramente no intelecto se perde, e nem falamos da morte, na própria vida os conceitos mundam, a memória falha, e aquela recordação distante se perde em meio a novas teorias...
Mas algo fica, ficam nossas vivências, tudo aquilo que testamos, que experimentamos fica certamente gravado e com muita propriedade temos condições de opinar e ensinar a respeito.

Muitas pessoas tem preconceitos contra tudo e contra todos... cada religião crê-se única e inefável, e a verdade é que a maioria dos que defendem "o seu caminho" desconhece totalmente as bases sobre o que se sustenta o caminho do outro e ainda assim é capaz de afirmar o que desconhece.
Não estamos dizendo que temos de conhecer de tudo, mas é exatamente por não conhecer tudo, que temos ao menos de ter o respeito ao livre arbítrio que tem cada pessoa, e também ao que pelas vivências que ela teve, considera "o justo", "o certo".

Isto da teoria e da prática, é algo que para fazer esta teoria algo prático, se nos exige disciplina, e esta disciplina se nos exige vontade (THELEMA).
Aí vemos como é falho isto de buscar somente o divino e esquecer de sermos práticos e aplicar isto que sabiamente colhemos dos mundos internos, na vida prática diária, no físico.

O Saber... claro divide-se em o que é obtido pelo intelecto ou o que é obtido por meio do intelecto superior. O Primeiro como centro inferior se baseia nos sentidos humanos, o segundo, o intelecto superior é por onde se plasma como entendimento a sabedoria divina, aquilo que provém do Ser e da Consciência.

O Saber humano necessita ser posto a prática para fixar-se como consciência, o Saber divino necessita também ser posto em prática para converter-se em vontade.
Há uma simbiose aonde o que entendemos como humanos e o que vivemos como pessoas, alimenta a consciência, e também o que aprendemos da consciência e vivemos como humanos, se converte em Alma...

O Divino se humaniza e o Homem se diviniza.

"E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;
Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam;
Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória;
A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.
Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.
Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.
Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.
" - 1 Coríntios 2:4-12


26/02/14