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CLXV
Textos sobre Psicologia
Combater Idéias, não Pessoas

Aqueles que nos antecederam nestes trabalhos, aqueles que foram os alicerces do Movimento Gnóstico em sua marcha no início da Era de Aquário certamente nos deixaram muitos legados, muitos ensinamentos, muito dos aprendizado que tiveram, um destes importantes Legados é o que diz respeito ao combate contra as forças tenebrosas.

Há diferentes forças negativas, seja dentro ou fora de nós e claro sempre que duas forças antagônicas se encontram, se dá um duelo, um enfrentamento.
Uma coisa que estes irmãos do passado aprenderam, a muito custo, é que não devemos combater as pessoas, mas suas ideias. Ou seja, se há algo mal ocorrendo, se há um problema, não podemos enfrentar a pessoa como um todo, e sim a ideia que seja o problema.

Porque como pessoas, normalmente por detrás de uma pessoa, há muito provavelmente um Ser, e ações divinas ocorrendo, ainda que sob alguns aspectos hajam problemas e equívocos severos. Também porque ao termos um enfrentamento contra uma pessoa, como um todo, isto torna-se algo pessoal, e indiferente as ações da mesma, enquanto nos opomos a uma ideia, podemos até agir de forma a barrar a pessoa, mas unicamente por conta da ideia e não da pessoa em si.


Não teríamos como ajudar uma pessoa, se tomássemos a pessoa como problema e não uma fração da mesma que corresponde a ação equivocada ou problemática.

As pessoas como um todo, tendem a avaliar os demais dentro do que sejam as suas limitações e impulsos egóicos. Uma pessoa que pretenda trair, ou que queira cometer algum delito específico, ainda que inconscientemente, muito certamente acusará aos demais deste delito, porque é o que percebe latentemente dentro de si e acaba projetando como se fosse algo que emite esta outra pessoa sobre o qual deposita seu julgamento.


Há problemas muito comuns que atualmente tem ocorrido em diferentes escalas, as quais é exigir algo para si, mas deixar de oferecer o mesmo aos demais.
Por exemplo, quero certo mando e independência, mas exijo este mando de meus superiores, e esta independência; Mas aos demais, a meus subordinados, lhes ofereço apenas a opção de atender a minhas demandas ou deixar seus postos, afastá-los delituosamente de suas funções.

É óbvio que não temos como receber algo, que em uma escala menor não o fizemos, não cumprimos devidamente com os requisitos. Seria como uma pessoa estar consciente nos mundos internos e adormecida no mundo físico, sabemos que há uma progressão para este despertar interno, para a entrega destes dons e poderes a este iniciado. E tudo tem de iniciar do menor para o maior, do pequeno para o grande.


Incitar uma revolução para com seus superiores, exigir uma independência e imaginar que os subordinados futuramente não farão o mesmo é outro equívoco que hoje em dia vemos acontecendo. Porque há duas linhas muito claras no que diz respeito a ordem e organização, uma que é feita por base de informações parciais, de mecânicidade, motivado por medo, por uma obediência cega. Mas também há esta outra que se gera por uma compreensão consciente, por um livre arbítrio, por um impulso divino que tem a pessoa em reconhecer o correto.

Quando um Tirano age de forma a tentar ludibriar e enganar um povo, ele precisa de apoio de pessoas chave em diferentes pontos elevados e dominantes, e por meio destas ações tenebrosas que realiza, ele mesmo está plantando a semente e alimentando este futuro Tirano que serão estes mesmos que compartilham de sua loucura.
Como tudo é recorrente, aquilo que ele fez um passar (ou seja, seus superiores), terá de passar ele mesmo, por meio de seus subordinados, exatamente na primeira discordância que tenham.

Mas como já dissemos, o problema não são as pessoas, mas frações delas, que incompreendendo algo geram situações nocivas e é isto que temos de buscar resolver.


Recordemos que houve um Povo que foi salvo por Moisés, de dito FARAÓ, este Terrível Tirano... e quando este foi imitar a Moisés e tentar passar com O SEU POVO pelo mesmo caminho que passou o Moisés Bíblico, não pôde, fechou-se o mar sobre ele, e todos pereceram.
Isto significa que há um povo, "O Povo de Deus", estas pessoas que não seguem a nenhum Tirano, mas que se encontram em meio aos mandos deste tirano, e ao viverem estes processos do Êxodo, este Tirano entendeu que seria capaz de fazer o mesmo, sentiu-se "como Moisés", como um salvador, e quis repetir, conduzir seu próprio povo por este mesmo caminho pois viu o mar já aberto por Moisés... e o final é que todos estes seguidores do Faraó sucumbiram diante deste terrível processo quando Moisés fechou sobre eles o Mar.

"Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.
E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.
E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar.
E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios.
E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios.
E disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.
Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retornou a sua força ao amanhecer, e os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o Senhor derrubou os egípcios no meio do mar,
Porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nenhum deles ficou.
Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco; e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda.
Assim o Senhor salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.
"
Êxodo 14:21-30

"Quando pensamos nos grandes legisladores, soberanos e senhores que regem os conglomerados sociais, obviamente descobrimos tiranos e tiranetes que originam complicações e dores por aqui, lá e acolá. O resultado de tão nefastos procederes corresponde exatamente ao sexto círculo dantesco. Não é, pois, de se estranhar que, nessa referida região tenebrosa da morada de Plutão, encontre o investigador esoterista a todos esses jerarcas que abusaram de seu poder; é claro que tais pessoas sofrem, por conseguinte, o indizível". - Sim há Diabo, Inferno e Karma, Samael Aun Weor


"O Mestre se enche de humildade, e o déspota de tirania. Não há maneira de confundir entre si ao humilde e ao tirano. O primeiro é valoroso e glorificado, e o segundo covarde e depreciável. Para disfarçar sua arrogância, se apóia este nas armas e na força escravizada de suas incondicionais. O Mestre manda com humildade, e se faz obedecer por convicção. Os bem-aventurados não são fruto das pompas e coisas vãs do mundo. Há que ser muito humilde para conquistar a sabedoria, e depois de conquistada há que ser muito mais humilde". - Gnosis no Século XX, Samael Aun Weor


"Já as escolas deram o que deviam dar; os centros de sabedoria se converteram em aulas de negócio, cada uma com seu tirano que proíbe a seus adeptos e dirigidos que se lancem a busca do saber; aqui as proibições, ali as excomunhões e ameaças..." - Curso Zodiacal, Samael Aun Weor

"Vamos a fazer ante os gnósticos, de lábios a ouvido para que se deem conta do que este Caifás, Sumo Sacerdote dos sistemas antigos, foi o que ditou a sentença para matar o Cristo. O mataram, quando viram que ele era disseram, cometemos um erro, melhor que o afirmemos, e já está morto e não volta a levantar as multidões contra nós e nasceram os impérios da tirania, da santa inquisição, nasceram os impérios daqueles sepulcros vestidos de branco tiranos do Cristo. Veio depois a inconformidade humana muito natural e se formaram tantos milhões de dissidentes, também irmanando-se com o delito de tomar o Cristo como aquela pessoa ou Ser que compactua com a desordem, com a anarquia, com a tirania. Pobres sepulcros embranquecidos, até aqui serviram em pequena proporção. Na Era de Aquário, todo cego que queira guiar cegos, será condenado, assim que queridos irmãos, o Cristo já voltou e não estou dizendo que é fulano, mas a luz do Cristo não a podem tapar os tiranos para impedir que inunde com sabedoria, com seu amor, com sua luz o coração dos irmãos representados neste nobre povo, lutador e santo". - Congresso na República Dominicana (1997), V.M. Lakhsmi

 

24/03/14