zzzzzzzz

 

CLXV
Textos sobre Psicologia
A Concentração, a Dualidade e o Silêncio

É muito raro encontrar pessoas que sejam realmente práticas e tenham resultados exatos no que se relacione com o Ocultismo, o Esoterismo.
Para a grande maioria, mesmo entre os instrutores, guias, boa parte dos ensinamentos gnósticos são algo como dizem "do teto para cima", pelo simples motivo que nunca tiveram vivências.

Uma vez dialogando com um amigo, sobre estas questões do desdobramento astral e outras práticas, afirmava que aquele que não tinha resultados era por preguiça... e é uma grande verdade, porque temos preguiça em por atenção em cada coisa que estamos fazendo, em organizar-nos, em nos concentrar e viver cada momento, com a devida atenção que nos é exigida.

Certamente cada caso é um caso, e há diferentes motivos para uma pessoa não ter resultados, também porque se nos exige um treino, um descobrimento prático de como realizar esta prática, em fim, há diferentes detalhes que devemos observar, mas tudo nos é possível se assim nos propomos.

Concentração é algo que nos dias atuais, e cada vez mais, tem se tornado impossível de termos. Vivemos na era do Stress, da Excitação constante sensitiva por conta da música constante, da televisão, dos celulares, computadores, etc...
Uma pessoa não consegue mais fazer uma coisa, faz duas, faz três, faz quatro... e mesmo quando faz apenas uma, sente-se aborrecido e entediado e é quase impossível que não faça uma coisa já pensando em outra.

Somente vivendo cada momento, dando a devida atenção àquele ofício que estamos realizando, vivendo espontaneamente o momento que estamos vivendo, livre destas interferências temporais, podemos nos concentrar plenamente em algo.


Conta-se que o Mestre Samael para não deixar a mente lhe atrapalhar, costumava em certa época de seu trabalho interno, anotar seus afazeres em um papelzinho, assim um a um ele cumpria as tarefas, e esquecia-se totalmente do restante até que tinha terminado uma delas, ou seja, se concentrava e se entregava totalmente àquilo que estava se realizando, vivia intensamente o que quer que fosse.

Este tipo de ação se justifica porque quando uma pessoa vai Meditar, ou vai fazer o Desdobramento Astral, ela assim como no restante do dia, não consegue viver apenas para aquilo, ela já faz uma coisa pensando no que fez, no que fará, no que quer, no que não quer, percebem?
No momento que aprendemos a fazer uma coisa, a nos concentrar em só uma coisa, temos condições de ter resultado em qualquer prática.

Ensinam os Mestres, e isto em especial o Mestre Samael, que quando nos assalte algo, o que necessitamos para chegar a síntese e desfazer a questão é exercer a dualidade do elemento. O Mundo como o conhecemos é uma ilusão, e este exercício de explorar a dualidade para chegar a síntese, desfaz esta ilusão que nos fascina e nos prende. E quando apresentamos a tese, sua antítese, encontramos a síntese.
Isto se submetemos a qualquer impulso egóico, a qualquer pensamento, vemos que o elemento em questão põe-se desarmado e silencia-se espontaneamente.

Esta é uma metodologia essencial para investigação interna, seja pela Meditação, seja pelo Desdobramento Astral. Porque se conseguimos nos concentrar em uma questão específica, em um símbolo, em um assunto que queremos entender, em alguém que devemos ajudar, se realmente fazemos isto e somente isto, concentrados, em silêncio, podemos nos transportar até aonde se encontre o que buscamos ou ainda perceber objetivamente o que anelamos, por meio da Luz Astral.


Há trabalhos que realizamos no físico, há trabalhos que realizamos no interno... nós temos 49 níveis da Mente, e em todos estes quarenta e nove níveis, temos de eliminar nossos defeitos pois é aí aonde eles habitam. Explicam os Mestres que estes quarenta e nove níveis do subconsciente se relacionam com os sete corpos, também com a representação destes sete corpos dentro de cada corpo, ou seja, dentro do físico há sete expressões, seja do próprio físico, como do vital, astral, mental, etc... assim cada veículo. Assim encontramos os quarenta e nove níveis da mente, sete vezes sete, representando os sete corpos e suas sete sub-expressões dentro de cada corpo.

Não adianta termos todo este conhecimento a nível de memória, de entendimento, as virtudes são algo que temos de ter encarnadas, porque com a morte tudo que sabemos esquecemos, de tudo que fizemos só resta aquilo que encarnamos verdadeiramente.
No interno muitas vezes o iniciado é submetido a provas, processos para ver até aonde chegou o seu trabalho, também para permitir que acesse estas regiões do subconsciente da mente e possa eliminar o que ainda exista.

E como vamos ver, nestes processos não temos memória de quem somos, digo, não há relação interna com a vida que hoje em dia temos, somos provados naquilo que realmente encarnamos, é com isto que podemos contar. Todo este trabalho se fundamenta no culto ao Fogo, em outras palavras, na constante súplica e devoção a RAM IO, a Mãe Kundalini, Maria, dentre diversos nomes que já teve como representação da Mãe do Cristo.

Se somos devotos desta força criadora, e destruidora (de nossas debilidades), então avançamos na senda e vamos queimando com a Tocha de Eros, a cada um destes elementos psíquicos indesejáveis. E quanto menos defeitos, mais compreensão, mais consciência, mais concentração, mais silêncio... e Deus pode então expressar-se por meio deste silêncio, nosso Deus Íntimo.

Claro que muito desta expressão depende não somente da Morte Psicológica como eliminação de nossos defeitos, mas da Transmutação sexual para formação dos corpos internos, também de permitirmos que este Deus realize seus ofícios para com a humanidade, por meio do Sacrifício.


08/04/14