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CLXV
Textos sobre Psicologia
[CLXV] A Imitação e o Ser

Há equívocos muito perigosos que podem acontecer no decorrer do caminho e um deles é o entendimento equivocado de que "Maestria", de que "Adeptado", é simplesmente uma postura que uma pessoa assume, uma forma a agir, de expressar-se, de forma similar aos Mestres.

Isto como já dissemos em outro momento é o que forma esta imagem de um "Eu Superior", uma molde fantasioso do que supomos seja o Ser.
O Ser não é algo humano, certamente nada do que imaginamos e do que supomos sobre nosso Ser, é Ser, senão um molde que estamos criando de um "Eu Superior".
Então quando a pessoa atinge por meio de alguns Eus esta forma que ele entenda seja o Ser, surge a mitomania, o fanatismo.

Imitar a ação que fizeram os Mestres é algo impossível, porque o Ser de cada um tem sua própria particularidade e nunca a expressão de um é igual ao de outro, nem mesmo o caminho é idêntico.

É Muito raro no caminho uma pessoa saber quem seja seu Ser por ele mesmo. Na história contemporânea, conta um Mestre que há apenas dois casos de Homens que descobriram por eles mesmos quem era seu Deus Íntimo...
Por isto que na atualidade há tanta descrença para com aqueles que se dizem ser Bodhisatwas de tal ou qual Mestre...

Na história contemporânea do Gnosticismo, sempre outro Mestre era quem investigava e dizia quem era o Ser do outro. O Próprio Mestre Samael por muito tempo se denominou apenas "Aun Weor", e mesmo com toda sua capacidade investigativa e Consciência Desperta ele sabia quem eram cada um dos seus discípulos, até lhes entregava seus nomes Internos aos que tinham condições de recebê-lo, mas precisou que outra pessoa lhes dissesse quem era.


O Mestre Samael, ou melhor o Bodhisatwa do Mestre Samael sempre foi muito consciente de sua natureza humana, e da natureza divina do Ser, cumpriu com aquilo de ser Humilde para chegar a sabedoria e mais humilde depois de have-la encontrado. Isto não como mera imitação, mas como um exemplo vivo é algo que vale a pena ser estudado e compreendido para que encontremos em nós estas debilidades e por consequência possamos transformá-las por meio da compreensão e do fogo sagrado em virtudes do Espírito.


Algumas vezes o Ser nos permite vislumbrar por meio de alegorias divinas alguns eventos e acontecimentos Espirituais que já viveu ou que esteja vivendo. Afinal mesmo aquilo que passe a Alma Humana (que seja vivido por esta), temos de compreender que é o Ser quem vive por meio de nós, se assim estamos dispostos.

Recordo de uma dupla alegoria que me foi permitido ver, relacionado ao número Três, tanto referindo-se aos processos das Três Montanhas, como referindo-se as Três Vezes que se realiza A Grande Obra (Três vezes autorrealizado). No interno era dito que é necessário ter Três Chaves para tornar-se "Reitor" da Humanidade.

Cada montanha pode ser simbolizada por uma chave, assim como cada vez que passamos pelas três montanhas podemos também simbolizar por uma chave, a cada autorrealização do Ser. Somente quem se autorrealiza por três vezes, é que tem direito a ingressar ao Absoluto definitivamente, liberar-se da dor e das amarguras do mundo. Aquele que abdica do Absoluto por amor a humanidade, converte-se em definitivo, e por direito em um guia, daqueles que tem o anelo de liberarem-se do erro e do equívoco do mundo...


Ontem meditávamos com o Santo Oito, e certamente no que é referente ao Símbolo CLXV, cuja origem e significado se resume no Santo Oito...
Ao mesmo tempo desta prática solicitava a presença do Reitor da Sagrada Ordem do Tibet, para que auxiliasse em um entendimento, compartilhasse sua consciência sobre o assunto destes mistérios.

Tão ansiada presença e ensinamento não se fizeram aguardar, o Bendito, assim como todos os Mestres, sempre atendem a aqueles que lhe chamam de coração. O Que foi mostrado foi algo que até então não havia estudado ou percebido, o que claro me alegrou muito, pois mostra como algo tão simples, tem ensinamentos tão completos e tão infinitos.

O Que foi mostrado é o que vamos agora compartilhar:

O Que vimos foi na Luz Astral a explicação do Caduceu de Mercúrio, simbolizado na Horizontal pelo 689 do Símbolo CLXV.

Isto nos recorda aquilo que diz o V.M. Samael em seu livro As Três Montanhas:
"A muitos discípulos do nosso Movimento Gnóstico poderia cair-lhes como algo insólito e inusitado a notícia de que, sendo Pingalá de tipo estritamente solar, parta realmente do testículo esquerdo. Entretanto, não nos devemos surpreender, porque tudo, na natureza, se baseia na lei das polaridades. O testículo direito encontra seu antipolo exato na fossa nasal esquerda, e isto já está demonstrado. O testículo esquerdo encontra seu antípoda perfeito na fossa nasal direita, e, obviamente, isto deve ser assim. A fisiologia esotérica ensina que, no sexo feminino, as duas testemunhas partem dos ovários."

Isto reforça aquele entendimento que já dissemos, que o símbolo nesta forma representa o Homem, e se horizontalmente invertido, representa a mulher.

No caso o 6, assim como o 9, eles são formados por duas formas básicas, um círculo e um traço, o Traço simboliza o "1", o Círculo representa o "0", em outras palavras a força positiva e negativa. O Seis e o Nove é esta enlace e esta relação entre as forças positivas e negativas, 1 e 0.

Por isto o Venerável Mestre imprimiu em nossa consciência esta explicação do Símbolo, de forma a justificar como "ver" este oito, em relação ao Caduceu de Mercúrio.

Alguns dirão que o Caduceu de Mercúrio tem três voltas e meia e é só recordar que a terceira volta é o 0 que fica abaixo no símbolo CLXV, e a meia volta que falta é o 1, como no caso do 6 e do 9, representa uma meia volta...


Aproveito que estamos falando disto, para citar, e para deixar anotado para quem tenha condições de compreender, a totalidade do Símbolo CLXV (MDCLXV) e a relação com o Raio da Criação.

1º - Sóis Espirituais (Representado pelo número 8, no Símbolo CLXV);
2º - Sóis e Planetas (Representado pelos números 1 e 0, no Símbolo CLXV);
3º - Galáxia (Representado pelos números 6 e 9);
4º - Sistema Solar (Representado pelos números 5 e 2);
5º - Terra (Representado pelo número 7);
6º - Homem (Representado pelo número 3);
7º - Inferno (Representado pelo número 4);

A Quem tenha paciência e imaginação consciente suficiente para estudar isto, fica a fórmula desta questão.

10/04/14