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Textos sobre Psicologia
O Trabalho Progressivo

Tudo na vida tem uma progressão muito exata, nada dá saltos, tudo desabrocha, cresce naturalmente.
Muitas pessoas ao tomarem conhecimento destes estudos esotéricos, querem da noite para o dia sustentar uma linha de trabalhos ao qual não são capazes de realizar e o resultado é o desânimo, a incapacidade de cumprir com o planejado e o fracasso.

Quando tomamos conhecimento dos ensinamentos de tipo Espiritual (Relativos a Revolução da Consciência), o normal é que tudo isto cause um choque de tipo positivo em nossa consciência e nos faça ver o quão mal vamos, o quão errados estamos...
Este choque provoca uma súbita busca por mudança, mas o que normalmente ocorre é que as pessoas assumem uma postura impossível de sustentar, não mudaram realmente em seu âmago, não compreenderam de verdade o ensinamento e tentam da noite para o dia de Profanos transformarem-se em Mestres.

Cada prática, cada vivência, requer aprendizado, esforço, uma progressão muito exata e muito perfeita dentro do que é a possibilidade de cada pessoa.
Por isto que é ineficáz dizer para alguém que deve meditar uma hora por dia, ou três horas por dia, sendo que ela não tem ainda as condições para chegar até uma meditação profunda. O Ideal é que pratique, que vá até aonde lhe é possível, e se sente que fez o bastante, bem, é o bastante para aquele dia.

Normalmente violamos a natureza em tudo, sempre vamos muito além dos limites e esta violação gera consequências graves.
Uma pessoa até poderia chegar a vocalizar duas, três horas por dia, se assim se propusesse, o problema é querer de um instante para outro cumprir com esta prática, sem uma preparação, sem um avanço gradual.

Nós temos frações de nossa Consciência que sabem, que nos dizem, que determinam nossos limites a cada momento, e por este impulso devemos aprender a nos guiar, pois é o reflexo daquilo que temos de Divino e que busca nos elevar espiritualmente.


Não precisamos ser pescadores para entender o motivo pelo qual o pescador sabiamente em um instante puxa a linha, e em outro a solta um pouco, que em um instante faz uso da firmeza em outro da delicadeza. É óbvio que perderíamos o peixe se não soubéssemos fazer uso deste trabalho gradual, quando se mostra necessário. Ao puxar demais, arrebentaria a linha ou então rasgaria o próprio peixe aonde foi fisgado, ao soltar demais o mesmo se livraria do anzol ou tornaria impossível sua captura.

Nestes avanços internos requer que utilizemos desta mesma técnica, respeitar nossos limites a cada momento, saber praticar o suficiente para sentir que avançamos mais além de nosso limte, mas não forçar demais para que isto seja danoso para nossa caminhada.


Somente compreendendo e exercendo isto, é que se faz possível realizar tudo que nos cabe realizar, porque cada pessoa tem um limite, tem já vivências e experiências, limites próprios que são adquiridos ao longo de diversas existências. Então não temos que jamais nos comparar com os demais, que porque alguém faz de tal ou qual maneira, ou sustenta por tanto tempo algo, que nós também devemos lhe imitar o exemplo.
Claro que fica "o exemplo" de que é possível, e que se outra pessoa faz, é porque também poderemos, que é o caminho... mas temos de compreender aquilo que hoje somos, e lutar por gradualmente ir rompendo estas barreiras íntimas, avançando gradualmente e positivamente até sermos capazes de sustentar sejam os estados de consciência, sejam as práticas esotéricas, o tempo que sejam necessárias.


Não estou aqui dizendo que não temos de ser exigentes para com nós mesmos, certamente temos de ser exigentes, de saber não relevar mais além desta necessidade que existe desta progressão natural. Até porque é muito fácil atuarem forças de inécrcia, de divagação mental, etc., e nos fazer crer que estamos exercendo na verdade esta progressão enquanto na verdade estamos estancados por conta de falhas psicológicas que nos impedem de avançar.

13/08/14