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CLXV
Textos sobre Psicologia
Administrar a Luta e a Vitória

A Criatura que chamamos de homem (humanidade), tem realmente uma psicologia as avessas. Isto é, regida por um verdadeiro caos no sentido mais absoluto desta palavra.

O Que lhes deveria causar alegrias, os conduz a tristeza, e vice-versa.
As vivências que deveriam lhes dar ânimo, produzem desânimo e o que deveria sim causar desânimo geram o inverso.
O Motivo disto, o porque disto ocorrer, é exatamente aquilo que já tantas vezes afirmamos, que a atual humanidade como um todo tem sua Alma tomada por forças negativas, pelos defeitos que conduzem o individuo ao Egoísmo.

Então vemos que exatamente por estas forças negativas que envolvem a alma de cada um destes indivíduos é que sentem alegria, prazer ao fornicar e sentem-se tão desanimados frente a castidade e a sublimação destas energias sexuais. Exatamente porque aquilo que são, frações deste indivíduo, não estão despertos para ver a verdade que encerram cada um destes fatos.
E isto é para tudo, se alegram quando tem um aumento de salário (ainda que somente este tenha recebido e mais ninguém), mas morrem de cíumes, de inveja, quando o outro prospera em sua vida.

Os Sistemas que temos são voltados a isto, tudo gira em torno do Egoísmo, e nas próprias escolas as nossas crianças são ensinadas a serem egoístas. Afinal se o aluno diz que conversa com o coleguinha porque ele também não estuda durante as aulas, os pais e os professores sem demora lhe dizem: "Mas estude você, se ele quer repetir o ano, é um problema dele". E Claro que em parte não está errada a afirmação, porque no fim a decisão é sempre de cada indivíduo, mas a forma como isto se expressa o que se transmite é que "esqueça o outro, cuide de si mesmo", algo totalmente inverso ao ensinamento Cristão que busca o bem comum, a felicidade de todos os seres.

Então que neste processo do Despertar da Consciência é algo que a sociedade e a vida em geral não nos estimula, não nos acompanha nesta jornada. É um trabalho que faz o o homem, por ele mesmo, mas não só para ele mesmo, afinal aonde brilha uma luz, sabemos que a muitos se ilumina. E a beleza disto, é que quando as pessoas se acostumam a ver uma luz, ainda que alheia a sua, já que não tem luz própria, ocorre que quando esta luz por algum motivo se retira, estas pessoas sentem verdadeira aflição de ter de retornar as trevas as quais viviam submetidos e buscam por eles mesmos esta luz, quiçás em si mesmos, e não outras luzes alheias, como ocorria naquele primeiro momento.


Há um processo psicológico, uma questão que ocorre exatamente quando as pessoas chegam a uma vitória qualquer ao longo do caminho, que é em vez de por esta vitória animarem-se, realmente revestirem-se de força para seguir a frente no caminho, travam aí, estacionam, ou então regridem e perdem tudo aquilo que foi feito.
Este é um dos motivos pelos quais é tão difícil para muitos as vivências no campo da Metafísica, afinal quando tem suas primeiras experiências e conquistas, tendem a estacionar, a parar no caminho ou a simplesmente não terem novas experiências, regredindo e perdendo negativamente isto.

Tempos atrás falávamos de transformar a Espada em Cruz, que é conduzir o processo a um outro nível, de certa maneira, repetir o mesmo, em outro nível superior, dando seguimento ao caminho. E isto é saber administrar a Vitória, da melhor maneira, já que não ficamos presos em um processo nem regredimos no caminho.


Na prática ao longo da humanidade, muitos quando tiveram suas pequenas vitórias, suas primeiras comprovações, sentiram-se "prontos", como se o caminho somente se extendesse até ali. Assim muitos pararam aí, e ou cairam mais uma vez na vida, ou aí ficaram estacionados, ou em qualquer outra etapa do caminho.

A Maior parte das pessoas tem prazer pela luta, sabe muito bem administrar a luta, mas não é capaz de administrar a vitória. Muitas mulheres anseiam por um casamento, mas quando casam-se sentem-se aborrecidas, não sabem lidar com a vida matrimonial. Os homens ocorre algo parecido, porque movem montanhas para terem a seu lado a mulher que tanto anseiam, logo que conseguem tal feito, perdem totalmente o intereresse e sentem a necessidade de voltar ao processo da conquista.
Assim há muitas situações na vida... vemos casos de pessoas que estudam e vivem para estudar, nunca trabalham, nunca produzem, somente estudam e estudam, porque lhes dá prazer estudar, teorizar, fazem Faculdades, Mestrados e Doutorados mas sem nunca produzir algo prático porque não sabem seguir em frente naquilo que sabemos é o natural.

E assim é com tudo, há muitas pessoas cobiçosas, cobiçam e anseiam por fortunas, e se lhes damos o tão sonhado dinheiro, nada mais veremos do que uma pessoa aborrecida uma vez que tenha aquilo que tanto deseja, porque superou a luta e não soube administrar a vitória, ainda que esta claro neste caso em um campo negro (já que foi impulsionado pela cobiça).

Normalmente quando a pessoa chega a um extremo destes, ela tende a voltar-se para o outro lado, é como um pêndulo que ao irmos a um extremo, somos levados ao outro lado por esta força acumulada.
Assim que o Bem e o Mal como conhecemos, as forças ascendentes e descendentes que normalmente estamos acostumados a ver, não são fixas, não são o autêntico Bem e Mal, não são as forças fixas do Espírito nem as forças fixas involutivas submergidas.

Administrar a vitória é fazer fixo o volátil, retirando de si a natureza contrária que lhe faz ir ao outro extremo. Porque o cobiçoso ao ter tudo, sente um vazio, e este vazio é a satisfação de um impulso negativo, e logo assume dentro dele outra força, porque o primeiro foi satisfeito. Assim a pessoa bondosa, ocorre o mesmo, um simples trauma ou uma satisfação no caminho pode lhe extraviar, porque carrega em si forças contrárias que lhe arrastam ao lado oposto.
Por isto que quando falamos de Bem e Mal, estamos falando comumente das forças evolutivas e involutivas. Mas mais além deste bem (evolução), existe um outro bem, uma outra força, que é o caminho que conduz o homem ao estado angélico, arcangélico, etc... e este caminho é a revolução da consciência. Também claro existe o oposto, para aqueles que eliminam de si toda a virtude e formam a unidade múltipla imperfeita e divorciam-se do Espírito.

Conta o V.M. Samael que Belzebu abandonou as Trevas (o verdadeiro caminho submergido), voltou-se ao caminho da Luz exatamente porque sentia amor, de certa maneira não foi capaz de sustentar sua vitória nas Trevas, já que arrependeu-se (felizmente) e voltou-se ao caminho espiritual. Mas nos serve de exemplo que mesmo neste trabalho de revolução da consciência, se não retiramos de nós cada aspecto negativo, cada falha, cada defeito que exista, podemos em algum momento não sermos capazes de sustentar-nos nestes processos (vitorias) aonde alcançamos etapas muito longas no caminho.

E isto vale para o pequeno que conquista sua primeira vitória ou para o grande que fez-se imortal.
Afinal muitos Mestres cairam, ao fornicar já sendo imortais e com isto mostram que não souberam administrar sua vitória. Outros baixaram, que é voltar ao ato sexual mesmo após estar proíbido de realizá-lo, o que de certa maneira é em um aspecto extremo e superior aquilo que dizíamos de transformar a Espada em Cruz novamente. Que é o mesmo que jogar a pedra filosofal na água. Ou seja, fundir novamente a Espada por meio do fogo para que forme parte na Cruz, reduzindo-se a sua matéria fundamental.

20/02/15