zzzzzzzz

 

CLXV
Textos sobre Psicologia
O Campo de Batalha

Há tantos detalhes e questões a serem compreendidas, estudadas, no relativo a Eliminação do Eu, que mesmo que tentássemos escrever ininterruptamente acerca disto, não caberia em todo papel que há na Terra, e por consequência não conseguiríamos discorrer de tudo que há para ser dito, pois são questões que temos de ir nos deparando com elas conforme acontecem em nosso interior e ir compreendendo conforme avançamos no trabalho Psicológico.

Toda nossa vida está fundamentada naquilo que somos, afinal os eventos exteriores como bem sabemos são um reflexo daquilo que habita em nosso interior. Se carregamos em nosso interior uma fração grande de Ódio, de desamor, de discórdia, nosso redor no mundo será moldado por esta natureza interna e os eventos de nossa vida serão moldados por estas forças que atrairão ao longo de nossa existência cenas relativas a sua natureza íntima.
Se ensinamos a Eliminação dos Defeitos, não é por uma maldade, não é porque queremos que as pessoas deixem de divertirem-se ou de aproveitarem suas vidas, mas pelo contrário, para que aprendam a divertirem-se plenamente e para que aproveitem suas vidas verdadeiramente pois as forças que hoje comandam suas vidas não lhes conduzirão a nada mais que o sofrimento e a morte no sentido mais tenebroso da palavra, uma morte espiritual.

Igualmente o processo do Despertar da Consciência não é uma fábrica de escravos, na verdade é com isto quando surge a liberdade autêntica, pois é quando escapamos das amarras fictícias e infundados que hoje tem o mundo e as demais pessoas sobre nós.
Ainda não conheci um personagem Desperto, verdadeiramente Desperto que esteja subordinado a alguém (no sentido mecânico, pois hierarquias e obediência sempre existe existirá, mesmo nas trevas), ou que esteja sendo guiado cegamente em seus processos, exatamente porque se está Desperto ele Vê, ele Sabe, e segue seu caminho, indiferente a apoios ou a falta deles.

Assim que o trabalho interno temos de dar muito valor, temos realmente de observar cada detalhe da vida e entender para nós seu significado, como aquilo nos molda, como nos auxilia ou como nos atrapalha, pois há muita coisa que não é ensinada, há muitas questões que não são compartilhadas pois cabe a cada um por si mesmo investigar e conhecer estes detalhes relativos ao caminho, no decorrer de seu próprio processo interior.

Por mais que tenhamos falado sobre a Morte Psicológica, sobre a Alquimia Sexual, ou mesmo o Sacrifício pela Humanidade, se questionamos a qualquer pessoa um pouco mais profundamente sobre qualquer detalhe destes que são o fundamento da Obra, já que são os Três Fatores de Revolução da Consciência, veremos que somente assimilamos isto na prática pois muito do que há para saber acerda destes Mistérios, não há como transmití-los pois sequer há palavras ou formas de expressar a natureza da manifestação de alguns dos eventos e da sabedoria relacionados a estes Grandes Mistérios da Obra.

Ainda assim existe a necessidade de ensinarmos o que seja possível, pois o caminho é difícil, é árduo, e qualquer migalha que possa nos indicar a direção certa, ou nos fazer sair do buraco que nos metemos é certamente de grande ajuda.


Há pessoas que não trabalham e nunca trabalharam sobre o Eu, e há pessoas que já trabalharam e desistiram de morrer em seus defeitos.
Muitas das pessoas que não trabalham e não querem trabalhar, tem por justificativa errada, a busca pela Luz. Ou seja, que anseiam pela Luz e por este motivo não podem observar o que ocorre nas Trevas.
Infelizmente como já dissemos, nosso mundo exterior é o resultado do que carregamos dentro e se não colocamos ordem em nosso interior, se não penetramos em nossas trevas e fazemos brilhar esta luz interior, se não resgatamos esta luz perdida nas Trevas de nosso mundo interno, no mundo exterior (na região tridimensional, aonde temos nosso corpo físico) estaremos em trevas e sempre em situações equivocadas e negativas.

Muitas das pessoas que já trabalharam sobre o Eu, desistiram do trabalho sobre o Eu, por conta de que ao se proporem ao eliminar um Agregado Psíquico, acabaram o fortificando, terminaram por ficarem pior do que eram, acabaram alimentando o Eu e por este motivo fugiram apavorados do trabalho sobre si mesmos.

A Obra em sí, o esforço pela redenção é realmente como é dito esotéricamente o "Ser ou não Ser" da filosofia, pois estamos apostando nossa Alma, ou nos redimimos ou nos fundimos de vez com as Trevas e por isto é um compromisso muito sério o qual devemos dar valor.
Aquele que penetra nos trabalhos na Nona Esfera ele sai como um Anjo ou como um Demônio, não há meio termo nisto, pois ele vai consciente para fazer algo e ou sai vitorioso ou fracassado, não é algo que se pode voltar atrás, não há diplomacia ou desculpas em relação a isto. É verdadeiramente um tudo ou nada.

E Entendam que é um fim inevitavel a manifestação do mal, porque como já dissemos, o exterior é moldado pelo interior e dentro levamos estes distintos defeitos que destróem nossa vida exterior. A questão é "O Campo de Batalha", pois o mal em algum momento irá se manifestar, e mesmo que uma pessoa não tenha uma manifestação diária de Ódio, ela carrega o Ódio em seu interior, e chegará o momento que esta força irá querer alimentar-se, ou seja, manifestar-se, e isto virá de uma forma a qual não seremos capazes ou dificilmente sejamos capazes de compreender, assimilar e eliminar. Exatamente porque estamos lutando contra as Trevas dentro do âmbito das próprias Trevas e isto é como lutar contra todo o mal que levamos dentro, ao mesmo tempo.

No trabalho psicológico, quando ordenadamente nos propomos a eliminar um Eu, nós por um magnetismo, por uma analogia, pelo exterior ser um reflexo do interior, evocamos para nossa vida a manifestação daquele Eu, e temos a oportunidade por meio da tentação que surgirá, vencer o Eu.
A diferença em nos propormos a trabalhar sobre algo, e deste algo surgir espontaneamente, é que podemos atraí-lo a Luz, ou permitir com que ele se manifeste das Trevas. Porque quando o Eu atua por si mesmo, ele traz consigo toda a manifestação negativa a qual está ligado e não somos capazes na maioria das vezes a eliminar totalmente toda sua manifestação e todas suas relações com demais defeitos psicológicos.

Se solenemente propomos a eliminar o Ódio, por exemplo, nós estamos em nosso interior fazendo uma declaração de Guerra, estamos apontando a um personagem em nosso interior e afirmando a ele que estamos em Guerra com este e ele certamente buscará atuar, reunir suas forças e revidar a ameça, com lutas, com constantes aparições internas a nível de pensamentos, de sentimentos e mesmo com eventos externos relativos a sua natureza.
Neste ponto, desta maneira, nós como estrategistas estamos forçando o Ego a atuar de maneira "descompassada", "desesperada" e por consequência desorganizada.
Trazemos o inimigo a uma situação para nós conveniente e não para ele, como de suas manifestações naturais e esporádicas.

Entendam que não estamos "brincando" com o Diabo (O Eu Psicológico), isto não pode ser cavar um buraco para nós mesmos cairmos, isto é algo muito sério e muito importante. Assim que se nos comprometemos com algo, se nós solenemente fazemos este compromisso, não apenas estamos jogando sob as nossas regras, mas temos todo o apoio Divino (tanto exterior como interior) para trabalhar sobre esta Legião ou este Eu de nossa Psicologia o qual nos propomos desintegrar totalmente.

Claro que isto não nos isenta do trabalho de momento a momento e desta luta por estarmos alertas a cada instante buscando estar Conscientes e percebendo a natureza de cada força que em nosso interior se manifesta. Ainda em nossa vida teremos outros Eus que continuarão nos levando a seu campo de batalha e trazendo situações difíceis à nossa existência e teremos de atuar da melhor forma possível no decorrer destes eventos e sempre buscando evocar a ajuda das distintas partes internas e externas capazes de nos ajudarem no decorrer destes processos (seja nosso Íntimo, nossa Mãe Divina, o Cristo, os Mestres, etc...).
Mas se anelamos sinceramente vencer esta guerra, necessitamos ter absoluta consciência destes diversos detalhes da Guerra com o Eu e dentre outras questões saber compreender como manejar detalhes significativos como estes do Campo de Batalha.

05/08/15