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CLXV
Textos sobre Psicologia
Tentação Luciférica, Impulso Egóico

Nós como pessoas temos uma inúmera quantidade de impulsos que se movem por nosso interior. Forças, energias, que nos transformam continuamente e que nos geram estímulos às distintas realizações que ocorrem ao longo de nossas existências.

Já tratamos aqui diversas vezes do tema Lúcifer, já que é uma das bases os quais se fundamenta o Gnosticismo, pois é pela tentação que colhemos as preciosas jóias da virtude. No entanto há que não cair na tentação.

Hoje queremos nos aprofundar ainda mais na compreensão do interior de cada um de nós e dar a conhecer dois tipos muito específicos de impulsos que temos, suas relações e sua atuação em nossa vida.
Lúcifer como bem sabemos é uma fração da própria Divindade, a Divindade em si, no entanto desdobrada, polarizada negativamente. Se um objeto o colocamos em uma região iluminada, ele terá certo brilho e função, no entanto se o colocamos em outra inferior, mais sombria, terá outro tom e outra função.
A Força Luciférica hoje em nosso interior tem a característica revolucionária, transformativa... no entanto é uma força de potencial dual, que pode nos conduzir até a Luz ou as Trevas.
Sempre temos de recordar das palavras da Serpente Tentadora quando tirou a Humanidade do Éden, "Se comeres deste fruto serás como os Deuses, conhecedores do Bem e do Mal".

Nós hoje já conhecemos o Bem e o Mal, só nos resta definir-nos com que força estamos e é a força Luciférica que nos conduz até o estado Angélico ou Demoníaco.
É muito difícil certamente para nosso intelecto compreender uma força deste gênero, já que opera de uma maneira tão incomum e tão distinta de toda as demais forças existentes no cosmos. Uma força capaz de penetrar no céu mais elevado e ainda assim de descender até o abismo mais profundo.
É óbvio que é o condutor universal e a força que é capaz de nos tirar do Abismo, ou mesmo nos arrastar até ele.

Muito falamos do Cristo ao longo da humanidade, no entanto não há como se chegar ao Cristo sem vencer a tentação Luciférica.

Lucifer é a contra parte do Cristo, é o próprio Cristo desdobrado, já que o Cristo não logra penetrar em certas regiões então emana de si mesmo uma força capaz de trilhar este percurso aonde não pode descender por sua natureza Divina Crística.


Quando iniciamos o trabalho esotérico, nós comumente estudamos e aprendemos que os impulsos que em nosso interior percebemos, de negativos, são o Ego.
Mas temos de compreender que o ego nada mais é do que um segundo desdobramento, ou seja, uma sombra que é o impulso Luciférico.

No momento que nós em nosso interior nos propomos a lutar contra nossas debilidades, quando nos rebelamos contra nós mesmos, no sentido de não aceitar nossos delitos, nossa mecânicidade, nossa debilidade, é esta força que desperta de maneira revolucionária em nosso interior e realiza as mais incríveis ações para provar-nos em nossa proposição de integrar-nos com o Espírito.
Ao longo da iniciação esta força vai tomando proporções muito grandes em suas ações, e tanto que é assim sabemos que em nosso interior este principio que é o Prometeu acorrentado é liberado para cumprir com sua didática de tentações.

O Ego é uma coisa, Lúcifer é outra. Diversas vezes encontramos a força Luciférica em nosso interior revestida por nossa maldade, de maneira a nos conduzir até um enfrentamento corpo a corpo com nosso delito, nossos Demônios internos.

O Ego, o impulso egóico por si só, é uma força relativamente fácil de enfrentarmos pois basta exercermos a compreensão e alguma vontade para que perca totalmente sua força e para que o Poder Flamígero em nosso interior possa desintegrá-lo.
No entanto quando há a Tentação Luciférica, a compreensão já não é o bastante para suportar as investidas da terrível besta. Aí entra mais do que nunca o trabalho com a Vontade e a integração com Deus, nosso Real Ser.
A Força Luciférica em nosso interior é algo mais básico, muito mais intenso do que qualquer impulso egóico manifestando-se e é uma força que não pode ser eliminada, precisa ser vencida, transcendida em sua manifestação.

É claro que há diversos agregados em nosso interior, alguns pequenos, outros grandes, há elementos psicológicos em nós tão fixos, tão presos, que são realmente forças que precisamos de muita vontade para transcender seus delitos, mas nada disto se compara a manifestação do Principio Luciférico.


Para a Iniciação, não precisaríamos ter o Ego, ter defeitos para que ela ocorresse. Por isto afirmamos que muito do que imaginamos serem provas, são apenas manifestações defeitos, os quais claro temos de eliminar. No entanto a Iniciação é exatamente o resultado de vencer a Tentação Luciférica, quando esta se manifeste.

Sempre que se apresenta uma situação relativa a Iniciação, o Iniciador, a força que prova-nos em nossa virtude é a que aplica para nós a situação em questão.

Para a morte do ego, nos é exigida a compreensão, mas para que vençamos a Tentação é necessário uma transformação muito maior, muito mais profunda, uma consciência ascendente e uma vontade divinal.


"Do que ouviste, vês a realização: não deves atestá-lo? Pois bem, vou revelar-te agora novos acontecimentos, ainda mantidos em segredo, e que tu não conheces." - Isaías 48:6

"Porque em seus lábios não há sinceridade, seus corações só urdem projetos ardilosos. A garganta deles é como um sepulcro escancarado, com a língua distribuem lisonjas." - Salmos 5:9

"Farei que o homem seja mais precioso do que o ouro puro, e mais raro do que o ouro fino de Ofir." - Isaías 13:12

17/11/15