CLXV
Textos sobre Religião
As Quatro Divindades

O Espírito, princípio Divino respeitado e adorado ao longo das humanidades sempre teve diferentes formas de ser representado, de ser entendido, de ser expresso em meio a cada cultura.
A Verdade é uma só coisa, mas a palavra que a representa, a forma como é apresentada sempre se molda as diferentes épocas e culturas de maneira a atender o nível de entendimento e de necessidade que tem cada Povo.

Indiferente da forma como representamos a Divindade, temos de entender que existem Quatro Tipos básicos de Divindades, ou quatro classificações possíveis.

Quando uma pessoa reza, clama a Deus, que Deus exatamente este indivíduo está pedindo auxílio? A Qual Princípio está dando graças?

Antes de mais nada temos de compreender que existe um Deus Universal, uma Divindade Suprema que é a soma, o conjunto, de todas as Divindades, e que acaba sendo por assim dizer, a origem de todos os demais Princípios Divinos.
Este é o Grande Deus Universal, a Grande Divindade suprema e absoluta, Deus em todo seu potencial e força.


Para entender o segundo tipo de Divindade, temos de entender que o que hoje somos, é o desdobramento de algo espiritual. Ainda que nós como pessoas sejamos falhos, cometamos erros, tenhamos inúmeros e severos defeitos, aquele primeiro princípio que nos dá forma, individualidade, é exatamente uma Divindade Pessoal.

A Grande Divindade se desdobra em um Segundo Princípio, uma fração menor de si mesma, aonde vem a desdobrar-se em frações mais materiais e em regiões inferiores até conformar e dar origem a tudo aquilo que somos como pessoas.
Por vezes as pessoas oram, e ainda que não saibam, oram e são atendidas, pela Divindade Pessoal, pela Grande Divindade, ou mesmo por outros princípios que vamos ainda aqui explicar.

Se o leitor tem sua Divinade Pessoal, este que vos escreve também, e assim cada criatura humana na face da terra. Isto significa que além de nós, além desta Divindade Pessoal e INTERIOR, existe uma inúmera quantidade de Divindades Pessoais EXTERIORES, ou seja, das demais criaturas existentes. Claro que nem todas as Divindades Pessoais, por assim dizer, tem uma forma humana, ou seja, está manifesto.
Também temos de salientar que por vezes quando pedimos auxílio à Deus, dependendo do que seja nossa necessidade, por vezes isto chega até a Divindade Pessoal EXTERIOR, ou seja, até o Íntimo que não é o nosso, devido a que seja a especialidade daquela fração em específico, nossa necessidade.


Por fim, existe um quarto tipo de Divindade, que no fundo não é uma Divindade, são Falsas Divindades, que por vezes enganam as pobres pessoas.
Há que se compreender que cada Divindade tem sua profunda Natureza, por consequência tem sua forma, seu rito, suas virtudes e assim por diante.
De nada adianta pedir ajuda de um Anjo, citar seu nome, mas estar ligado a formas que não correspondam a este Anjo, assim como executar um rito que nada tem de ver com tal anjo, ou não estar integrado ou buscando as virtudes que correspondem a tal Divindade.

O Que queremos dizer, o que necessitamos afirmar, é que por vezes as pessoas pedem ajuda de Deus, seja da Grande Divindade, seja da Divindade Pessoal Interior, seja de uma Divindade Exterior, mas ao fim, a forma que manifestam, o rito que executam, o estado psicológico que se encontram e o que manifestam por serem nefastos, no fundo os põe em contato com Falsas Divindades, ou seja, Demônios, ou coisas ainda piores.


Hoje em dia está popular orações, rituais, e tantas coisas similares que se estudamos a natureza de tais ritos, de tais orações, de tais práticas, que não só não correspondem a Divindade que supostamente estariam ligadas, como são de fundo negativas e servem para enganar e prejudicar as pessoas.
Em parte isto é resultado do momento atual em que vivemos, aonde a informação se locomove muito rápida, e por uma falta de bom senso, e de habilidade das pessoas, executam e mesmo passam adiante sem critério, tais informações.

Os Demônios que nos referimos, são as Diferentes Falhas Psicológicas que carregamos dentro de nós mesmos, ou Defeitos Exteriores, que são a réplica do que levamos dentro mas potencializado, fora de nós, que pode corresponder ao defeito de outras pessoas, ou como antítese universal às Divindades.


Quando uma pessoa manifesta um mal, dentro de si mesmo e ora, ou seja, quando clama a Deus, mas está tomado por Ira, por Orgulho, por Inveja, o Deus que está sendo invocado, ao se pedir uma maldade, um crime, certamente é uma Falsa Divindade, porque a forma que tomamos e o ritual psicológico que é executado é negativo, obscuro.


Vejam que há Ritos aonde se pede que se ajude alguém, que liberte alguém, mas há ritos que e pede que se prejudique alguém, que aprisione a vontade, a liberdade de alguém.
Claro que também há Ritos que se falam coisas belas e boas, ainda assim de maneira obscura há forças que manipulam e evocam forças e resultados fatais.


Todos nós, necessitamos antes de mais nada encontrar nossa Luz Interior, integrar-nos minimamente com nossa Divindade Interna, para então poder reconhecer os caminhos e as formas que nos correspondem, de maneira a não nos prejudicar e de não causar dano aos demais. Muita da loucura e dos crimes que existem no mundo, são resultado destas integrações com forças negativas submergidas da natureza.

30/10/2018