CLXV
Textos sobre Religião
OIA, AOI e IAO

Um irmão nos fez um questionamento bastante interessante sobre um tema que fora dado pelo V.M. Samael em uma Terceira Câmara no Summun Supremum Sanctuarium.

A Questão era referente aquela passagem bíblica aonde se diz: "No principio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o verbo era Deus".
A Dificuldade no entendimento era a questão do Sacrifício da Divindade para tornar-se Verbo, ou seja esta morte aparente do próprio Deus para retornar ao estado de Verbo.


Há muitas transformações que ocorrem no decorrer destes processos de reintegração com nossa Divindade, igualmente processos aonde a Divindade se transforma radicalmente.


Deus não deixa de ser uma individualidade (sob certo prisma) e o Verbo é múltiplo pois é uma corrente, uma corrente do som. É Deus, mas Deus como Verbo não como um Regente.
Então que há um sacrifício da própria divindade para que possa tornar-se o Verbo ou encarnar o Verbo.
Assim como nós nos sacrificamos para encarnar a Alma, a Alma se sacrifica para encarnar ao Ser, o Ser se Sacrifica para encarnar ao Glórian, e o Glórian acaba tragado pelo Absoluto.

Porque temos um Pai e temos um Pai cósmico comum, que é o Pai de todos os Pais. Assim como existe o Cristo Íntimo e o Cristo Cósmico, são níveis do trabalho, neste caso que os Deuses tem que realizar.

Porque pelo que podemos perceber das Divindades, elas acabam com posse de certas capacidades e regências dentro da criação, então tem que sacrificar sua Divindade para tornar-se algo totalmente livre e impessoal.
Este processo entre Deus, o Verbo e esta Morte que o Mestre Samael comentou, é algo que fazem os Paramartasayas, Mestres que já passaram pela auto-realização nos três raios de emanação do Absoluto. Fizeram a totalidade da Obra por três vezes.

Deus como Individualidade é um conjunto de todos os Deuses. Assim como o Corpo Físico de um Homem é um conjunto de sistemas e órgãos. Dependendo do estágio, há esta polarização, porque não é algo meramente material que estamos falando. A Própria humanidade é uma unidade, assim como o planeta é uma unidade composto por múltiplas forças e criaturas. O Sistema Solar é uma unidade ainda que seja múltiplo, é neste sentido que nos referimos a estas progressões espirituais.
Mas no campo de forças podemos dizer que sempre existe a Individualidade (1), o Tudo (8) e o Nada (0).

Claro que dizer IOA ou AOI, OIA, para a lógica é algo sem sentido. Mas quando submetido a Dialética da Razão Objetiva, ou a experiência do Vazio Iluminador, é algo muito significativo.

"No Sanctum Sanctorum do Templo de Salomão, quando o Sumo Sacerdote cantava o terrível mantram IAO, os tambores do Templo ressoavam para impedir que os profanos escutassem o sublime IAO. O Grande Mestre Huiracocha disse na “Igreja Gnóstica” o seguinte: “Diodoro disse: Sabei que entre todos os deuses o mais elevado é IAO." - O Matrimônio Perfeito, Samael Aun Weor.

“E quando a Esfera girou sobre si mesma e o Pequeno Sabaoth, o Magnânimo, que é conhecido no mundo como Zeus, saiu e chegou ao Décimo Primeiro Aeon da Esfera, Aquário, e quando Bubastis chegou ao Quinto Aeon da Esfera, a casa de Leão, os Véus que estão entre os da Esquerda e os da Direita afastaram-se e apareceu na Altura, o Supremo IAO, o Magnânimo, o do Meio, sobre as regiões de Yachtanabas, para dissolver e destruir as suas regiões." - Pistis Sophia Desvelada

“Meu Pai, Pai de toda a Paternidade, Luz Infinita, escutai-Me: AEEIOUO IAO AOI OIA PSINOTHER THERNOPS NOPSITHER SAGOURE PAGOURE NETHMOMAOTH NEPSIOMAOTH MARACHACHTHA THOBARRABAU" - Pistis Sophia Desvelada

O IAO é sagrado, mas não nos referimos a mera pronuncia de letras ou palavras, sim no sentido da ação deste mistério, para estes Deuses.

Em outro texto explicávamos:
"O IAO que dizemos, ou a variação AOI, OIA, AIO, etc.. se refere a esta progressão entre a Individualidade (I ou 1), a Não-Individualidade (O ou 0) e a Sobre-Individualidade (A ou 8).
No caso da maioria, vivemos este processo desta Não-Individualidade social, aonde o mundo dita suas regras mecânicas e nós vivemos conforme esta música (costumes, hábitos, idéias) tenebrosa.
Tenebrosa porque apesar de muito bonita, na maioria das vezes, conduz aos processos involutivos e de decomposição da natureza, a morte... não a morte física porque isto não nos preocupa mas a morte dos princípios espirituais e morais em seu sentido espiritual (atemporal), não social ou temporal como vemos que cada sociedade desenvolve.
Quando a pessoa encontra o caminho ela busca esta individualidade e passa a separar-se desta multidão que segue rumo a este precipício inevitável para a grande maioria. Muitos que buscam a Deus, que dizem amar ao Cristo, seguem por este ciclo destrutivo e involutivo da natureza, e por isto até mesmo neste sentido temos que ser muito conscientes desta nossa individualidade neste processo.
Nesta individualidade sagrada ela, esta pessoa, passa a observar a natureza e pouco a pouco aprende sobre a dualidade e acaba encontrando este caminho secreto que não deixa de ser esta porta que surge entre a evolução e a involução natural. O Caminho da revolução, o único caminho possível que não geram mudanças inúteis.
Se tomarmos evolução e involução em progressão de tempo, veremos que encontramos relação com o passado que foi a evolução até o que nos tornamos hoje, e o futuro como uma possível involução de nossos atos e conceitos.
No entanto no momento, a cada eterno presente, esta porta se faz presente e é a possibilidade que temos de compreender esta verdade eterna que é a salvação de cada indivíduo.
Melhor do que falar e estudar a respeito, cada um deve procurar viver isto, encarnar realmente estas verdades eternas e imutáveis. Nisto está este terceiro número ou letra, que se refere a sobre-individualidade, aonde não atuamos mais apenas como homens (animais intelectuais), mas como criaturas a serviço de um propósito maior do que o interesse pessoal de um indivíduo."
- CLXV

Esta etapa que se refere ao IAO, no sentido esotérico, máximo de tal afirmação. É esta progressão deste Deus, como Indivíduo, a transformar-se no Verbo como corrente do som e logo submergir na luz incriada, no que é verdadeiro e real, ainda que para nós seja um nada e uma não existência.

 

28/12/12