CLXV
Textos sobre Religião
O Exercício do Sacerdócio

Todo Sacerdote é um Missionário, um enviado (de sua própria Divindade e do Circulo Consciente da Humanidade Solar) que cumpre com uma Missão de guiar e proteger um povo.
Nem todo Missionário é Sacerdote porque há diferentes Missões de diferentes espécies a serem realizadas.

Falando francamente, não sabíamos como tratar deste tema sem ferir o Segredo da Ordem, e sem faltar com o respeito para com as Divindades Litúrgicas que nos impulsionam neste momento.
Há muitas coisas que não podem ser escritas e mesmo não poderiam ser ditas nem de lábios a ouvidos, isto é o óbvio, porque cada pessoa tem que desenvolver por si mesma estes entendimentos e esta compreensão absoluta, por meio dos fatos e vivências de sua própria vida.

Em um antigo Rito Gnóstico de consagração de Sacerdotes e Ísis, havia um trecho aonde se dizia, enquanto ao mesmo tempo se realizava certa ação mágica para com o novo consagrado, o seguinte:
"Te abrimos este centro para que possas ouvir, que tenhas o poder em teu verbo e possa conduzir aos grupos gnósticos".

Em outro momento se dizia na seqüência:
"Te abrimos este centro para que possas sentir e intuir as coisas do ultra e pressentir os perigos que te aproximem de ti e das comunidades gnósticas".


Claro, isto não é mais como se faz hoje em dia e talvez não exista mesmo nas mais antigas liturgias, mas se intui que seja o mesmo, sob diferentes formas (palavras), o que hoje ainda é realizado.


Mas o que queremos demonstrar é que o rito em si, não dá a um homem esta capacidade de intuir as coisas do ultra nem de ser capaz de ouvir ou de guiar a ninguém nesta busca para encontrar a si mesmo (Seu Ser, seu caminho e a Obra que ele tem que realizar).
O Sacerdócio é o sacrifício de capacidades auto-dirigidas para que se beneficie aos demais.

Imaginem um homem, uma pessoa qualquer que tenha a capacidade de curar a si mesmo, regenerar-se, encarnar a vida (seu aspecto superior) em todos seus aspectos.
Mas suponha que em determinado momento esta força que ele tem acumulada lhe dá uma opção, ou cura a si mesmo, encarna esta vida, ou se dissemina em meio a humanidade, revivendo, revitalizando, curando a todos, menos a si mesmo (Porque sua Obra torna-se a Obra de todos, sua Vida a vida existente em cada criatura).

Um Sacerdote é um Sacerdote porque sacrifica sua vida, seu próprio caminho, para guiar, ajudar e apoiar o caminho de todos. Este é o chamado do SOL, pois o Sol, este nosso Sol que nos ilumina, tornou-se um Sol (A Alma do Sol), exatamente por seguir a um extremo muito maior do que aqui estamos relatando, este mesmo sentido, este mesmo principio.


Todos os Mestres que temos, estes irmãos Maiores que se ocultam por meio do véu das eras, são irmãos que fizeram de sua Missão, a salvação absoluta do gênero humano. Suas Missões coincidem no fato de que suas vidas não eram mais suas, nem sua Obra dependia apenas deles próprios, senão do progresso e da guiatura do gênero humano.
Assim se levantaram os primeiros Sacerdotes, estes santos Mestres que foram capazes de nos auxiliar e guiar rumo a nossa reintegração com nosso Real Ser, em meio destas raças, rondas, dias e noites cósmicos.


Percebam que toda pessoa tem capacidades de prever, não intelectualmente, mas espiritualmente, objetivamente, todo mal que se aproxime dela.
No Sacerdócio, ampliamos esta capacidade e de certa forma já não percebemos da mesma forma o mal diretamente dirigido, senão em primeiro plano aquele que afeta à aqueles que estão sob nossa tutela.
Além disto, por se tornar a cabeça, o guia, é este quem sofre todos os impactos diretos de tudo que venha a ocorrer por sobre este povo. A Loja Negra sabe que derrubando a primeira peça, todas as outras cairão.

O Que seria do Povo sem um guia? Pois seria o mesmo que ovelhas sem um pastor. Sem rumo, uma a uma pereceriam por não saber aonde há alimento e aonde estão os perigos.


O Que estamos aqui querendo dizer e orientar, é que se esta pessoa não tem esta entrega verdadeira, se não dá este passo para esta sobre-individualidade, se não tem esta entrega de que vive pelo povo e no povo, não se é um Sacerdote e não se recebe estes dons de um Sacerdócio.

As pessoas vêem o que querem ver, dois mal Sacerdotes (de turno) que presumam algo equivocado é o suficiente para que duas mentiras pareçam uma verdade e como uma peste se espalhem e matem um grande rebanho.


Sabemos que muitas pessoas dirão que são ovelhas ou que são pastores (Sacerdotes), mas a verdade é que todo Sacerdote é uma ovelha de um rebanho maior. Nosso próprio Sol existe porque há uma força maior pode detrás dele que se sacrifica por ele e por todos os sóis de certa região do espaço estrelado.


No campo do Despertar da Consciência e de cumprir com este Sacerdócio, este verdadeiro Sacerdócio que nos é dado diretamente pelo Ser de cada pessoa e pelo Sagrado Colégio de Iniciados dos mundos superiores, é quando se torna possível ascender-nos ao Pai e ao mesmo tempo abrir caminho para que outros o façam.

Sentir e Intuir as coisas do ultra, interpretá-las e entregar ao Povo é pois a tarefa do Sacerdócio, o Sacerdote é o interprete, o elo entre a humanidade ainda divorciada de seu íntimo e destituída de seu trono (Mundos Superiores), e estas regiões superiores, estes Deuses que conformam este grande Deus único, ainda que com múltiplas facetas e formas. Claro existem muitos níveis deste Sacerdócio, como podemos ver; mas conforme vamos perfeccionando este trabalho e cumprindo com estas exigências espirituais desta Missão Sacerdotal, novas compreensões e novas realizações se tornam possíveis.
Existem muitos níveis de Sacerdócio, até mesmo o Sacerdócio do lar.

Daniel 6 - Antigo Testamento:

1. E Dario, o medo, lhe sucedeu no trono, com a idade de sessenta e dois anos.

JUSTIÇA PARA GOVERNAR
2. Dario decidiu nomear, em todo o reino, cento e vinte sátrapas com autoridade.
3. Acima deles havia três ministros, aos quais os governadores deviam prestar contas, para que o rei não fosse fraudado. Um dos três era Daniel.
4. Contudo, Daniel estava tão acima dos outros ministros e governadores por causa do seu talento extraordinário, que o rei decidiu dar-lhe autoridade sobre todo o império.
5. Então os ministros e governadores procuraram uma oportunidade para pegar Daniel em algum deslize nas coisas de interesse do império. Mas nada conseguiram encontrar de errado, pois ele era muito honesto, e nada conseguiram achar de incorreto.
6. Reconheceram, então: "Não encontraremos coisa alguma em que pegar Daniel, a não ser em assunto da sua religião".
7. Então os ministros e governadores foram correndo dizer ao rei: "Viva o rei Dario para sempre!
8. Todos os ministros, prefeitos, governadores, autoridades das províncias e conselheiros estão de acordo que Vossa Majestade determine e faça um decreto, segundo o qual toda pessoa que, no prazo de trinta dias, fizer alguma prece a outro deus ou homem que não seja Vossa Majestade, tal pessoa seja jogada na cova dos leões.
9. Majestade, sancione essa lei, assinando este documento, para que ela não possa mais ser alterada ou revogada, de acordo com a legislação dos medos e dos persas".
10. E o rei Dario assinou o documento, sancionando a lei.
11. Ao saber que o rei tinha assinado o documento, Daniel foi para casa. No andar de cima havia uma janela que dava para o lado de Jerusalém. Três vezes por dia ele se ajoelhava ali para rezar e louvar o seu Deus, e assim fazia sempre.
12. Aqueles homens correram até lá e pegaram Daniel rezando e fazendo preces ao seu Deus.
13. Depois foram dizer ao rei: "Vossa Majestade não assinou um decreto, segundo o qual toda pessoa que, no prazo de trinta dias, fizer alguma prece a outro deus ou homem que não seja Vossa Majestade, tal pessoa será jogada na cova dos leões?" O rei respondeu: "A decisão é definitiva e não pode ser revogada, em conformidade com a legislação dos medos e dos persas".
14. Eles disseram ao rei: "Daniel, um dos exilados da Judéia, não deu importância ao decreto de Vossa Majestade, à lei que Vossa Majestade assinou, e continua fazendo suas orações três vezes ao dia".
15. Ao ouvir essa notícia, o rei sentiu-se mal e ficou preocupado com Daniel, querendo salvá-lo. Até o pôr-do-sol, ficou tentando livrá-lo.
16. Aqueles homens foram procurar o rei e disseram: "Vossa Majestade sabe que é lei entre os medos e persas que um decreto sancionado pelo rei não pode ser modificado".
17. Então o rei mandou trazer Daniel e jogá-lo na cova dos leões. E o rei disse a Daniel: "O seu Deus, a quem você adora, vai livrá-lo".
18. Levaram uma pedra para tampar a entrada da cova. Em seguida, o rei lacrou a pedra com a sua marca e a marca dos seus secretários, para que ninguém pudesse alterar nada em favor de Daniel.
19. O rei voltou para o seu palácio e ficou em jejum aquela noite; não lhe levaram as mulheres e ele perdeu o sono.
20. No dia seguinte, ele se levantou bem cedo e foi depressa à cova dos leões.
21. Ao chegar à cova onde estava Daniel, o rei, aflito, gritou: "Daniel, servo do Deus vivo, o seu Deus, a quem você sempre adora, foi capaz de livrá-lo dos leões?"
22. Daniel disse ao rei: "Viva o rei para sempre!
23. O meu Deus mandou o seu anjo para fechar a boca dos leões, e eles não me incomodaram, pois fui considerado inocente diante dele, como também nada fiz de errado contra Vossa Majestade".
24. O rei ficou contentíssimo e mandou que tirassem Daniel da cova. Quando o tiraram, não encontraram nele nenhum arranhão, pois ele confiou no seu Deus.
25. Então o rei mandou trazer aqueles homens que tinham caluniado Daniel e mandou jogá-los na cova dos leões junto com os filhos e mulheres deles. Antes que chegassem ao fundo, os leões já os tinham agarrado e despedaçado.
26. Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas da terra: "Paz e prosperidade!
27. Estou promulgando o seguinte decreto: Por toda parte onde chega o poder da minha autoridade de rei, todos estão obrigados a temer e respeitar o Deus de Daniel, pois ele é o Deus vivo, que permanece para sempre; seu reino nunca será destruído e seu domínio não conhecerá fim.
28. Ele salva e liberta, faz sinais e prodígios no céu e na terra. Ele salvou Daniel das garras dos leões".
29. Daniel teve muito sucesso, tanto no reinado de Dario, quanto no de Ciro, rei dos persas.


Salmos 84 - Antigo Testamento

SAUDADES DO TEMPLO
1. Do mestre do coro. Sobre a harpa de Gat. Dos filhos de Coré. Salmo.
2. Como são desejáveis as tuas moradas, Jehová dos Exércitos!
3. Minha alma suspira e desfalece pelos átrios de Jehová. Meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo.
4. Até o pássaro encontrou uma casa, e a andorinha, um ninho, onde põe seus filhotes: os teus altares, Jehová dos Exércitos, meu rei e meu Deus!
5. Felizes os que habitam em tua casa: eles te louvam sem cessar.
6. Felizes os que encontram em ti a sua força ao preparar sua peregrinação:
7. quando atravessam vales áridos, eles os transformam em oásis, como se a primeira chuva os cobrisse de bênção.
8. Eles caminham de fortaleza em fortaleza até verem Deus em Sião.
9. Jehová, Deus dos Exércitos, ouve a minha súplica, dá ouvidos, ó Deus de Jacó.
10. Vê o nosso escudo, ó Deus, olha a face do teu ungido.
11. Sim, mais vale um dia em teus átrios, do que milhares em minha casa. Prefiro o umbral da casa de Deus do que habitar na tenda dos injustos.
12. Porque Jehová é sol e escudo, Deus concede graça e glória. Jehová não recusa nenhum bem aos que andam na integridade.
13. Jehová dos Exércitos, feliz o homem que confia em ti!

02/01/13