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Textos sobre Religião
A Semana Santa

Não podíamos deixar de falar da Semana Santa neste dia que é denominado Sexta-Feira da Paixão, dia do sacrifício do Cristo, de sua purificação e prova finais.

A Obra que cada homem tem de realizar para unir-se com seu Pai é este mesmo drama que viveu Jesus publicamente e tantos outros seres.
A Sexta-Feira Santa é pois o inicio do último duelo, o ultimo momento de provação antes desta integração final e absoluta com a Divindade que personifica cada Homem.


A Semana Santa é algo que cada um de nós em algum momento da vida, teremos de passar. Isto claro como é representado neste evento que viveu Jesus é algo que em termos esotéricos sabemos ocorre em um processo de Terceira Montanha, mas há equivalentes nas outras duas montanhas e até em cada uma das iniciações maiores.

O Que queremos dizer é que existem processos, estágios em nosso caminho de purificação e de busca por esta perfeição, aonde vivemos exatamente o mesmo drama.


Não existe como chegarmos a encarnar o Cristo Íntimo ou o Cristo Cósmico sem viver exatamente este mesmo drama que é relatado de diferentes formas nestes diferentes livros sagrados destas grandes religiões que já estiveram no mundo.

O Drama de cada homem por integrar-se com sua Divindade interior, é a Cristificação, e é por meio desta via-crúcis da paixão, que fazemos este sacrifício final.


A Semana Santa corresponde a oito dias, inicia no domingo e termina no próximo domingo que conhecemos como Páscoa.

Há duas datas muito marcantes no calendário mundial que são o Natal e a Páscoa. No Natal comemoramos o nascimento do Cristo e na Páscoa celebramos não a morte, mas este auto-sacrifício que realiza o Cristo pelo bem da humanidade e por cumprir a vontade de seu Pai.


Nós não podemos ver estes eventos como fatos meramente históricos ou temporais. Estes eventos são dramas que corresponde a cada pessoa viver.
Não estamos dizendo que temos que procurar problemas, mas que naturalmente se seguimos estes ordenamentos que dá o Ser e a Consciência, inevitavelmente passaremos por todo este drama.

Dizemos que estes processos ocorrem com o Cristo em sua idade de 33 anos. Em nós estes 33 anos referem-se as 33 vértebras da coluna vertebral.

A Obra, em fatos no homem (humanidade), é medida pelo avanço do fogo sagrado dentro da coluna vertebral de cada um destes corpos.

Então que este drama da Semana Santa se dá no final de cada uma destas iniciações de mistérios maiores, aonde o fogo sagrado do terceiro logos dentro do homem (A Mãe Kundalini), chega até o alto da cabeça.

Este símbolo da morte do Cristo, o temos desta forma, porque é um símbolo desta sutilização de sua forma, de sua transparência e imperceptibilidade que assume.

O Nascimento físico como concepção, é uma materialização do espírito e a morte é a sutilização da matéria para a parte espiritual.


Na Sexta-Feira Santa, é quando o Cristo tem que passar por sua prova final, submergindo uma ultima vez ao Abismo e desfazendo os últimos laços e amarras que tenha, se liberando e se sutilizando ao próximo nível que lhe corresponde.

Tudo na vida que não se transforma constantemente, aquilo que acaba se tornando fixo, inevitavelmente involui.
O Cristo sempre segue em sua jornada, sutilizando-se e purificando-se em diferentes níveis.

Ao final do processo físico, vive o mesmo na parte vital, posteriormente no astral, mental e causal. Depois disto depende se é a primeira vez que realiza todo este processo ou não, e do caminho que este opta trilhar.

Todos nós temos escolhas, e poucos optam por este auto-sacrifício final da semana santa, porque o que vemos e o que contamos desta história realmente é pouco para descrever o que viveu cada uma destas pessoas que teve de passar por estes processos. Nem podemos dizer pessoas, porque se fossem meramente pessoas, não passariam por tamanho sofrimento e renúncia. Já é um Cristo em sua jornada final.


É Claro que isto é um processo que talvez muitos não se vejam passando, não se imaginem em tal situação, até porque pode ser difícil imaginar como se viverá isto no campo prático da vida... mas a verdade é que para chegarmos a altura deste processo, já teremos as virtudes, as partes do Ser, a consciência, a compreensão e tudo o que é necessário para viver tal processo.

Esperamos que estes momentos sejam de alguma forma, instantes de reflexão e quem sabe de um comprometimento real para com este Cristo que cada pessoa está formando em si, como resultado destas sutilizações alquímicas, purificações psicológicas, e no campo prático da vida, como Obras pelo bem dos demais.

Não importa se hoje dentro de nós é um Natal ou uma Páscoa, o importante é aprender a conhecer e reconhecer este Cristo Íntimo e tornar-se um discípulo seu, pois é por ele, unicamente por ele, que podemos escapar do abismo e da morte.
Aprendamos a ter respeito e humildade frente a estes Homens que encarnaram ao Cristo na Terra, mas acima de tudo saibamos seguir a este Cristo Íntimo que deve estar dentro de cada um de nós.

Paz Inverencial!

29/03/13