CLXV
Textos sobre Religião
Felicidades e Paraísos Tentadores

No caminho encontramos momentos de extrema felicidade, de realmente supremo êxtase místico, que são oásis em meio ao deserto do caminho que é a Obra que cada um tem que realizar.

Nós temos alegrias por felicidades e na verdade o que na maioria das vezes sentimos são meramente alegrias, cuja contra parte são tristezas e que inevitavelmente surgem uma após outra (alegria e tristeza).
Cada vez que uma pessoa vai a um extremo de alegria, tende a logo sentir-se triste.
Na vida isto é nítido e vemos pessoas que fazem festa, estão entre amigos alegres, logo vão para casa e entram em profunda depressão, exatamente como uma compensação por toda aquela alegria.
Alegria e tristeza atuam na vida das pessoas como um pêndulo inevitável, tal qual o dia e a noite. Quanto maiores alegrias surgem, maiores tristezas sobrevêm.

Para cada humilhação, uma exaltação e para cada exaltação uma humilhação.

Felicidade é um estado aonde aconteça o que acontecer, haja o que houver, estejamos aonde estejamos, permanecemos no mesmo estado de consciência. Alegria e tristeza são expressões das emoções, já a felicidade é um estado de consciência, porque depende de compreensão para que surja.

As questões da vida, nos trazem alegrias e tristezas, mas só enquanto não compreendamos a natureza de cada um destes eventos e destes objetos, após isto somos indiferentes a tê-los ou não tê-los e agimos de forma muito distinta, livres realmente.


A Felicidade é algo que poucas pessoas chegam a conhecer e mesmo os que chegaram a experimentar, tem dificuldade em não cair novamente na dualidade que impõe a vida.
Uma pessoa poderia ser feliz na dor, poderia ser feliz rico ou pobre, tendo tudo ou não tendo nada, porque é algo inalterável, inabalável.
Somente com a felicidade, com a paz que deve haver em nossos corações, torna-se possível a plena expressão da Consciência e do Ser, por meio da pessoa humana.

As pessoas buscam constantemente sentir-se bem, sentir-se cômodas, e isto em muitos momentos torna-se um empecilho para a Obra.
Dizemos isto porque quem está cômodo, está parado. Quem não está sentindo dor, está parado.

Porque como já explicamos, a dor é o sinal de que estamos fazendo modificações internas e por isto causa dor, porque é uma mudança e os defeitos não estão aptos para atuar livremente, eles atuam por um programa, por um planejamento.
Igualmente se há infelicidade, estamos andando, mas ao inverso do que espera o Ser e a Consciência. A Infelicidade é um constante mal estar espiritual, um desacordo da consciência para com as ações da pessoa.

O Que a maior parte das pessoas acaba tendo por depressão, é na maioria destes casos, simplesmente um mal estar de tipo espiritual aonde a pessoa leva uma vida, faz ações, em desacordo com o Ser, em desacordo com o que impulsiona a Consciência.
Ela pode até ter alegrias, pode ter tristezas, mas no momento que para, percebe esta infelicidade... é exatamente isto, uma infelicidade, um estado permanente de descontentamento, de vazio, porque percebe este desacordo espiritual, interno, para com ela.


Quem está onde tem de estar? Quem faz o que lhe impulsiona o Espírito a fazer? Pois não nos admira que seja um mal que atinge o mundo em cheio, nestes tempos.

Aos que ignoram permanentemente esta dor, este mal estar impulsionado pela consciência, instigando a mudança, pois cedo ou tarde deixam de sentir este mal estar, porque o Ser se retira e a consciência desiste da pessoa, até que se arrependa, se é que ainda tem uma Alma.

Parados nós não sentimos dor, tudo aquilo que está parado, está imóvel, não precisa esforço, não sofre fadiga.
Quando dizemos que o Terceiro Fator de Revolução da Consciência é o SACRIFÍCIO pela Humanidade, temos que entender que Sacrifício, implicitamente vemos nitidamente a palavra dor, pois não é algo cômodo ou agradável, é mais do que caridade, é um Sacrifício.
Dentre as traduções de dicionários, encontramos: Sacrifício - Privações, a que alguém se sujeita, em benefício de outrem.

Cada passo no caminho é doloroso, cada centímetro percorrido da Obra, é sempre feito com titânicos esforços, compreensões e vontade.
Cada vez o caminho se faz mais difícil, a Cruz que leva o caminhante se mostra maior e mais pesada, exatamente de acordo com o que este Cristo que vai em seu caminho, tem que ser capaz de suportar para poder chegar ao Gólgota de seu Sacrifício.

Se andamos para a luz ou para as trevas, sempre haverá dor. Se andamos para a Luz, a dor é de nossas debilidades sendo arrancadas, de nossos erros, de nossos equívocos e incompreensões se desfazendo.
Se andamos para as Trevas, a dor é do Ser e da Consciência pelo equívoco que comente esta pessoa humana que é impulsionada a fazer o justo, e o correto a cada momento, mas não é capaz porque não se prepara, ou porque não quer simplesmente.


Se estás no caminho e não sofres, não estás indo para lado algum.

Não é porque gere alguma dor o caminho, que não haja felicidade. O Homem que leve em seu coração o Cristo, ou em seu interior seu Deus, poderia ir ao abismo sorrindo, pleno, absoluto, porque se está lá, está porque é vontade d'ELE, fez o que teve que fazer, e disto vive a plenitude desta integração.


A Cada passo que damos no caminho, renunciamos a nossas debilidades, a nossos defeitos. Há passos impossíveis de se dar, se não nos despojamos de nossos conceitos equivocados, de nossos desejos.
Um Adepto, um Mestre, podem ter tudo que seja sua vontade. Mas antes de chegarem ao Adeptado ou a Maestria, sempre são provados em suas intenções e verificados se são capazes de lidar com suas responsabilidades e seus dons, frente ao Povo e frente a seu Deus e demais Divindades que regem a humanidade como um todo...


Paz Inverencial!

"E Salomão ofereceu ali sacrifícios perante o SENHOR, sobre o altar de cobre que estava na tenda da congregação; e ofereceu sobre ele mil holocaustos.
Naquela mesma noite Deus apareceu a Salomão, e disse-lhe: Pede o que queres que eu te dê.
E Salomão disse a Deus: Tu usaste de grande benignidade com meu pai Davi, e a mim me fizeste rei em seu lugar.
Agora, pois, ó SENHOR Deus, confirme-se a tua palavra, dada a meu pai Davi; porque tu me fizeste reinar sobre um povo numeroso como o pó da terra.
Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderia julgar a este tão grande povo?
Então Deus disse a Salomão: Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens, ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento, para poderes julgar a meu povo, sobre o qual te constituí rei,
Sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, e nem depois de ti haverá.

Assim Salomão veio a Jerusalém, do alto que estava em Gibeom, de diante da tenda da congregação; e reinou sobre Israel.
"
2 Crônicas 1:6-13

15/04/13