CLXV
Textos sobre Religião
Obras da Fé

No caminho por diversas vezes perdemos nossas bases, ao ampliar nossa capacidade de perceber o tamanho que se estende o que é a Obra que temos que realizar, o que é a vida, e tantos mistérios que temos que compreender e vivenciar.

A Fé é algo realmente difícil de descrever a alguém que não tenha experimentado. A Fé é a comprovação, a certeza, ainda que espiritual, de que algo é realidade.
Fé é saber, acreditar é crer.

O Crente é aquele que acredita, sem ter tido provas, ainda que internas, ou vivências em relação ao que acredita.


Ontem andávamos pelas ruas, e nos deparamos com uma cena que poucas vezes podemos ver em um local tão comum que são as ruas de uma cidade.
Havia um senhor segurando algo nas mãos, que emitia um brilho muito forte, não sei porque, mas me chamou atenção aquele brilho e como iria passar perto dele, fui olhar atentamente o que produzia aquele brilho.
Poderia claro ser um isqueiro, uma lanterna, o reflexo do vidro de seu relógio, mas nada disto encontramos em suas mãos e em seus braços que pudesse justificar aquele brilho, aquela luz intensa que vinha de suas mãos.

Em suas mãos vimos um rosário, todo de plástico, vermelho, nem mesmo a cruz era de metal, todo feito em algum tipo de plástico bastante simples por sinal.

Fiquei muito espantado, porque não poderia imaginar que aquele feito deste senhor tivesse sido uma obra da fé dele, não no objeto em si, mas no que ele significava para ele, como intermediador de forças divinas.
Ele estava parado na rua, em frente a um banco, e com o terço enrolado nas duas mãos, orava algo, pedindo ou agradecendo. Era um senhor que já viveu certamente mais de sessenta primaveras, e é uma pessoa que seguidamente vemos pela rua, é alguém normal, uma pessoa qualquer da classe média.


Citamos este caso, porque queremos demonstrar na prática o que é a fé.

É Difícil imaginar que certezas tem este senhor, na divindade, para poder propiciar um feito tão incomum. Quando muitas vezes nem Sacerdotes, nem Pastores, nem Bispos, nem Arcebispos têm uma fé tão grande, capaz de imantar de tal forma um tão simples objeto, para ele sagrado.


Isto nos reforça nosso entendimento a ponto de reafirmar, que não devemos ter nossas bases em teorias, mas em feitos práticos, em vivências claras e diretas destes ensinamentos sagrados, que nos deixaram as Divindades.
O Intelectualismo fortalece a crença, mas a prática e a vivência do que é espiritual, nos concede a fé.

E Pela fé, o impossível torna-se possível. Pela fé a vida toma um sentido, e a morte já não é mais um véu obscuro para nossos olhos.

29/05/13