CLXV
Textos sobre Religião
O Sacerdócio

Estes dias escrevemos um poema, ou como queiram chamar, sobre o Sacerdócio, quando sem um altar.
É Muito interessante a visão sobre este prisma, porque dentro do ensinamento sabemos que existem diversos tipos de altares.

Na prática do Grande Arcano, é óbvio que quando no inicio do trabalho, não há santidade, não há pureza, e claro que não há como exigir que animais se portem de tal maneira, é algo gradual e que vai ocorrendo conforme vá se purificando este indivíduo. Claro que estamos falando de um trabalho prático, não são poses, não são fingimentos, não é ocultação de defeitos, mas desta natureza espiritual que naturalmente deve tomar conta da prática do Grande Arcano, que é o contato sexual sem que se chegue ao delito do orgasmo, aonde se retiram estas energias de nosso organismo, que necessitamos transformar e acumular em nossos corpos internos para realizarmos estas transformações necessárias.
O Contato sexual em seu nível mais elevado pode sim ser comparado a um ritual mágico aonde a Divindade se faz presente e o êxtase é comparado ao resultado do processo de uma meditação ou de uma reflexão muito profunda, aonde percebemos as nuances normalmente ocultas do que nos rodeia.

O Próprio lar não deixa de ser um Altar, assim como claro nossa vida pública.

Então claro, há muitos tipos de Altar que poderíamos nos referir e certamente verificar a divindade atuando e se expressando por meio destes Sacerdotes.

Um Maestro, no sentido da música, vemos não deixa de ser um Sacerdote, que em sua ara, atrai eflúvios divinos que certamente tocam o coração daqueles que se deixam levar por este belo ritual que é a música.
Claro que não falamos da nossa música atual e popular, mas da música santa realmente, como é a música clássica dos grandes gênios.

Há algumas canções e músicas clássicas que são executadas com mais integração espiritual que muitas Missas e santos ofícios.


Um Sacerdote é um Homem que faz o elo entre o Espiritual e o Material. Há Muitos homens que são Missionários, que cumprem missões diferentes, mas nem todos tem o dom do Sacerdócio, porque é algo que exige a interação de dois mundos.

Não estamos sequer falando de Saídas Astrais, ou de ter visões de qualquer tipo, mas da mística, da intuição e desta capacidade de realmente perceber o oculto e o mistério de seu rito.

A Política, não a política atual claro, já foi uma Grande Ara, aonde homens Santos buscavam o bem comum e a guiatura de um povo. Hoje realmente nos dá vergonha de observar a política, mas já foi algo aonde oficiaram grandes Sacerdotes que viam tanto as necessidades do povo, como as leis espirituais.


Claro que o problema na política, como no exercício meramente físico do Sacerdócio ou qualquer outro cargo, é o egoísmo.
Porque toda esta busca, costuma ter origens ocultas como influência, poder, dinheiro, mandos e tantas coisas que nos dá um mal estar em listar... porque sabemos que é o que causa tanta miséria e tanta tristeza no mundo.

E Não é uma questão de meramente resolver a questão externa, mas em purificar também o interior.
De nada adianta a pessoa em seu dia a dia aparentar santidade, e ocultamente durante a noite, em seus sonhos, satisfazer todos seus desejos ocultos.
Vemos que a Obra, que esta purificação, que esta santidade há que se levar a todas as partes até mesmo de nosso subconsciente.


Os Ciúmes religiosos são algo que parece que nunca vão ter fim. E Não é que a pessoa compreenda o caminho, porque se compreendesse, haveria a tolerância, mas não há porque não compreende.
Isto se repete na política, na arte, na ciência, vemos que o mal que tem o mundo, é exatamente o egoísmo que carrega cada um.


Há muitas ações boas, sinceramente limpas se analisamos na parte meramente física, mas por detrás destas ações, há sublimes delitos. Por isto que precisamos sempre rever estes impulsos que nos movem.

O Homem é uma Máquina, movida por impulsos, sejam eles espirituais, humanos ou abismais. Selecionar estes impulsos e nos desfazer destas amarras negativas e inferiores é nossa tarefa.

11/06/13