CLXV
Textos sobre Religião
Transformar o Pecado em Cruz

Os mundos internos, estas diferentes dimensões que existem além da parte tridimensional, contém uma sabedoria infinita, pois são regiões que se encontram mais além das leis que conhecemos e que estamos limitados fisicamente.
Mais além da altura, da largura e da profundidade, encontramos o tempo e mais além deste, a eternidade.

Na eternidade coexiste existe de maneira harmônica tudo o quanto já foi e tudo o quanto ainda será.
Na eternidade encontramos a sabedoria dos antigos, e muitas coisas que hoje fisicamente já não nos é mais possível estudar.


Internamente nesta noite passada tivemos a graça de ter em mãos um antigo livro, o qual pudemos estudar e reflexionar profundamente sobre suas palavras.
Certamente um texto tão amplo, tão expressivo e significativo como é hoje para nós nossos livros sagrados.

O Livro obviamente não estava escrito na nossa língua, mas internamente podíamos ler e compreender como se fosse uma língua irmã, algo facilmente traduzível, com exceção de algumas poucas palavras que pareciam ser citações ainda mais antigas, e estas incompreensíveis.
No final do primeiro capítulo uma frase chamou muito a atenção, e esta dizia que "Temos de transformar nossos pecados em Cruz".


Todos nós cometemos faltas, inúmeros delitos, e não estamos nos referindo somente as leis humanas, mas as leis divinas.
Também temos de recordar que nossa atual existência é uma dentre as tantas que já tivemos, e por isto ainda que não tenhamos a recordação exata, muito já vivemos, e muitos erros além do que recordamos, pesam sobre nossos ombros.

A Humanidade, como humanidade, não se interessa por pagar por estas faltas, vive inconsequente, incompreensiva do porque de seus sofrimentos, de suas tragédias.
Também muitas pessoas vivem alegres, mas ignoram que tem muitas dívidas e que a Divindade já desistiu de sua causa, de lhe fazer ver o mal que causa aos outros e a si mesmo.

Quando nos voltamos para o caminho espiritual, quando realmente nos propomos trabalhar sobre nós mesmos, viver os Três Fatores de Revolução da Consciência, mediante a Eliminação de nossos Defeitos, a Castidade e a Transmutação das Energias Sexuais, e também o Sacrifício pela humanidade, é claro que transformamos nosso pecado em cruz, realmente assumimos uma dívida e vamos conscientes rumo a nosso Gólgota interior.

Se somos culpados não nos resta outro remédio senão pagar por nossas faltas, isto é o que faz aquele que busca a regeneração, que busca o perdão da Divindade.

Precisamos morrer em nós mesmos, deixar de ser o que sempre fomos, tirar os mercadores de nosso Templo Interior. Para que a Divindade possa habitar na pessoa, ela necessita eliminar tudo aquilo que é contrário a natureza Divina do Ser, assim cria-se o espaço dentro de nós, para que Deus possa preencher com sua própria natureza divina.

O Próprio trabalho com a Alquimia, que é a criação do Templo de Salomão dentro de nós, esta utilização da energia criadora do homem, de forma inteligente, permite com que tenhamos uma estrutura capaz de suportar a terrível voltagem divina que tem nosso Ser individual, nosso Íntimo.

A Divindade interior para atuar, necessita um motivo, um impulso verdadeiro para expressar-se, e isto sempre foi e sempre será este sacrifício por nossos semelhantes. Nossa consciência sempre atua quando há alguma necessidade, quando alguém sofre dá palavras de consolo, quando há ignorância entrega a sabedoria. Isto é o que todo Cristo vivo sempre realizou, e que cabe sempre todos nós realizar.


Então que transformar nossos pecados em cruz, dentre muitos significados profundos que tem esta simples frase, significa viver o drama crístico, nos entregar à iniciação e sermos provados em nossa vontade de realizar um trabalho sério, voluntário, consciente.
Quando nos propomos realmente aceitar pagar por nossos erros, por nossos pecados contra as leis divinas, o que ocorre é realmente isto, cada pecado que temos torna-se uma cruz, então surgem os dramas na vida cotidiana para que possamos passar por os processos que conhecemos como "Iniciação".
É claro que estas cruzes que nos referimos formam uma única cruz que é aquela a qual o Cristo leva simbolicamente durante todo seu drama, que tem distintos processos e momentos.


Na página seguinte, desta que havia a frase base do texto em questão, aparentemente iniciando outro capítulo, havia uma imagem cobrindo as duas páginas, e inserida na imagem estava a frase: "Do nada, nada se cria".
Esta frase, que inclusive já foi citada por antigos Filósofos, deixamos a cada um, seu estudo.

11/08/14