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CLXV
Textos sobre Religião
As Três Jornadas do Amor

Quando nos é dito que o Amor é a melhor religião possível ao homem, realmente não é algo exagerado.
Verdadeiramente tudo que nos é ensinado, tudo que nos é entregue para nosso trabalho, é no fundo apenas uma preparação e uma condução até estes processos aonde conseguimos em maior ou menor grau encarnar e expressar algum destes níveis de amor, o qual há de verdadeiramente ser o impulso inicial e verdadeiro de uma Obra autêntica.

Muitas coisas somente fazem sentido depois que este amor desperta no interior do indivíduo, e assim também muitas coisas que antes faziam sentido, deixam de fazer, pois eram apenas informações e processos de condução para se chegar até este processo final aonde esta própria força acaba sendo o princípio determinante de nossas ações e de nossas escolhas.

Existem três caminhos que o amor pode nos conduzir:

O Amor Espiritual, como desdobramento do Pai, que faz com que busquemos nos integrar com Deus e dele recebamos todas as dádivas e bênçãos para nossa Obra;
O Amor Marital, como desdobramento do Espírito Santo, aonde recebemos tudo que precisamos pelo ser amado e por ele fazemos todo o possível e o impossível.
O Amor pelos Semelhantes, como desdobramento do Filho, o qual nos impulsiona pelo autossacrifício pelas demais pessoas, pelo bem de todas e de cada uma delas;


A Única Lei, a verdadeira LEI é o Amor.
É por amor que a vida é criada e é por este mesmo amor que é destruida;
Nascemos por amor e morremos por amor;
Os mundos são criados e destruídos pelo principio do Amor.

A Obra como um todo se sintetiza e se fundamenta no Amor como podemos ver, já que a Consciência somente pode libertar-se, despertar, desenvolver-se e atuar, sob a guiatura deste Amor.

O Amor Espiritual nos conduz a este trabalho sob nós mesmos, já que reconhecemos a distância entre o que somos, e o que devemos ser, e isto principalmente se dá pela Morte de nossos Defeitos. É Esta eliminação de cada debilidade, de cada delito, de cada imperfeição que interiormente carregamos.
O Amor Marital nos impulsiona e nos permite trabalhar principalmente com a Alquimia, já que esta imensa atração em todos os níveis possíveis que une de maneira indissolúvel este casal que se ama, é uma ferramenta muito poderosa para estas majestosas criações necessárias a Obra.
O Amor pelos Semelhantes nos dá o impulso para este trabalho em prol dos demais, e torna possível imensos e indizíveis sacrifícios, impulsionados pela necessidade que tem os demais, tanto humana como espiritual.


Como bem sabemos, cada indivíduo inevitavelmente quando é emanado da Divindade, quando sai daquele princípio o qual chamamos Absoluto, ou Deus Imanifestado, ele vem sob a regência de um destes Três Raios da Criação: Pai, Filho ou Espírito Santo.

Certamente isto é o que determina qual é a base do Amor que irá guiar o Iniciado em sua Obra e qual será o fundamento de sua realização na Terra.
Assim há pessoas que se lançam a um trabalho Íntimo sobre si mesmo, e ainda que compreendam a necessidade e se lancem a estes outros trabalhos como é o Sacrifício pelo seu companheiro, ou pela Humanidade, a guiatura e o impulso maior, sempre será este Amor Espiritual o qual há de conduzir este iniciado em sua Obra e determinar todos os principais aspectos mais profundos de suas realizações ao longo da vida.

Assim também, aquele que venha ao mundo sob a regência do Espírito Santo, terá a base de suas realizações e a guiatura absoluta, neste Amor Marital, o qual pela necessidade que tem o outro, esta pessoa a qual ama tanto, e tão profundamente, que vê-se obrigado por isto a realizar em si os outros dois amores, que são o Espiritual e o pela Humanidade. Mas a base para estes sempre será o seu parceiro e todos os processos que envolvam o Matrimônio.

Por fim, vindo ao mundo sob a influência do Filho, o indivíduo acaba passando certamente por terríveis sacrifícios, já que entrega-se para a humanidade como um sacrifício vivo para tudo e para todos, e nisto claro tem seu impulso para realizar em si os outros dois amores, como fonte de poder para verdadeiramente cumprir com o que tem de cumprir pela humanidade, assim como ocorre com os demais Amores.


Quando somos emanados do Absoluto pela primeira vez e realizamos a Obra sob a primeira regência, temos novamente de repetir o mesmo processo sob a segunda e a terceira, cristalizando assim dentro de nós estas três formas Perfeitas de Amor, ainda que como já dissemos em outras oportunidades, ainda que isto nos permita o ingresso permanente ao Absoluto, não é o fim do trabalho, já que estas forças apesar de cristalizadas e encarnadas, não estão integradas entre si, organizadas.

O Motivo de falarmos disto hoje, desta maneira, é porque o Despertar deste Amor, é sempre associado ao nascimento do Cristo, visto que é ele o condutor de cada um de nós, nestes terríveis processos.
É óbvio que muito antes do Cristo nascer em nós, já temos em nossa vida claros impulsos a um destes seguimentos que anteriormente citamos, ou mesmo a mescla de alguns deles, dependendo do número de vezes que o Íntimo já tenha se autorrealizado. Ainda assim, os processos concretos e profundos da manifestação deste amor, o verdadeiro drama que nos corresponde viver, é algo que somente carregando este principio em nosso interior, somos capazes de suportar, de vivenciar realmente.
A Manifestação do Amor, é um processo o qual nenhum mortal conseguiria suportar. Ainda assim é este Amor, estes Amores, que nos conduzem a imortalidade.

23/12/16