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CLXV
Textos sobre Religião
Obra Interpessoal

Nossa vida, nossa existência tem um processo cíclico aonde temos de realizar fora posteriormente o que realizamos dentro de nós mesmos.
Todo aquele que encarnou um dia o Cristo Cósmico teve de primeiro vivenciar tal processo dentro de si mesmo, e ao concluir isto dentro de si mesmo, teve de realizar isto em um nível superior.

Tudo aquilo que fazemos por nós mesmos, que realizamos dentro de nós mesmos, em algum momento de nossa jornada acabamos tendo de fazer fora, pelos demais.

A Obra Individual no fundo é muito fácil, isto porque antes de mais nada, depende de nossa própria vontade, de nosso esforço e interesse, de uma conexão nossa com nossa Divindade, isto não tem grandes complicações, senão aquelas que nós mesmos criamos.


O Mal em nossa Obra Individual é interno, dentro de nós mesmos, antes de mais nada, e isto faz com que possamos adentrar em nosso Universo Interior e destruí-lo, reconstruí-lo, realizar por nós mesmos, junto com nossa Divindade Interior, com o Cristo Íntimo todas as maravilhas necessárias.

No entanto, uma vez que o indivíduo termine seu trabalho individual, ou por vezes, quando conclui certas etapas deste, ele tem de lidar com o fato de que o trabalho individual transforma-se em uma Obra Interpessoal.
Muitos Indivíduos Sagrados, hoje são homens entre homens, mas no fundo já concluíram sua Obra Individual muitas vezes, já se realizaram-se totalmente até o Ser, do Ser, e se exige destes algo mais além de moldar apenas seu universo interior, mas sim interferir e auxiliar nestes outros universos que o cerca.


E é aonde certamente as coisas se complicam, é aonde as verdadeiras dificuldades surgem, pois já não se depende de si mesmo, de sua compreensão, de sua vontade, se necessita tornar-se algo novo, algo maior do que si mesmo, para não apenas compreender a si mesmo, mas compreender o outro de maneira totalmente nova.

É Óbvio que a Obra dos demais é algo deles, mas a estes Seres Sagrados acaba recaindo a responsabilidade de uma condução, de um auxílio, de uma guiatura, a qual há de conduzi-los também a aqueles mesmos processos de realização Íntima.
Por isto que o Guru Espiritual, aquele que nos guia interiormente em nossa Jornada, e que nos assessora nos mundos internos, por vezes no físico, é sempre alguém que já realizou totalmente a Grande Obra.

Assim é como o Maior, torna-se o menor, e o Primeiro, torna-se o último.
Pois o Grande fica acorrentado ao pequeno. A Divindade Realizada se vê mais uma vez atado a matéria morta.
E mais uma vez tem de realizar grandes prodígios para libertar-se e no processo libertar aos demais das amarras que tem.

Suas dores já não são as suas dores, mas as dores dos demais, já dissipou as suas próprias. Seus problemas não são seus problemas, pois já não tem problemas, são os problemas dos demais.


E assim reafirmamos é como uma Obra Individual transforma-se em uma Obra Interpessoal. É como surgem os Grandes Mestres que instruem e guiam a Humanidade nas épocas de profunda crise mundial.

Nos aproximamos de mais um Natal, que é este ponto crucial que marca o nascimento do Cristo, não apenas deste Cristo Interno, deste Cristo Individual, mas acima de tudo desta força Cristo Exterior, que necessita salvar-nos e redimir-nos, guiar-nos e conduzir-nos.
Algo que em parte vemos, e algo que em parte não vemos, sentimos.

É claro que o Cristo é uma só força, seja fora, seja dentro de nós mesmos. E é o Cristo Interno aquele que há de nos redimir. Ainda assim, há forças exteriores que constantemente nos auxiliam, que somam forças por outro ângulo, para conduzir-nos, para reconduzir-nos, pelo caminho, ao caminho.

05/12/17