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H.
Texto Escrito por H.
O Eremita

Somos eternos. A luta entre bem e mal é sobre nós, sobre o que vamos escolher fazer. Alguns pensam somente nesta existência, não pensam que são eternas; então jogam com a vida fazendo más escolhas, sendo mentirosas, levianas, procurando ganhar vantagens materiais ou de influência, mas isso somente porque pensam que não são eternas. A vida parece, sim, um jogo de escolhas. Quando vemos ela como um circulo (que não tem fim) entendemos que cada detalhe de nossas escolhas define quem seremos, define nosso posicionamento contra ou a favor de Deus, de Deus em nós, contra ou a favor de nossas próprias Partes Internas. Ser ou não Ser, eis a questão.

A vida não é uma coleção de eventos, de histórias, a vida é sobre nós. A vida é sobre escolhas que montam quem somos, a vida é interior. A vida é como o eremita do tarô, que caminha com aquela lamparina à altura dos olhos procurando a Si mesmo.

Em um instante podemos ser coerentes ou não com a eternidade que nos pertence. Se fosse fácil, o mundo estaria bem melhor do que está. Então, é necessária muita atenção e um ponto de referência. Atenção às nossas ações e escolhas, fazendo com que elas sejam mais honestas e coerentes com a Verdade. Pequenas mentiras parecem tão inofensivas, pequenos favores indevidos, ou mesmo ignorar coisas erradas, parece não afetar a nós ou os que nos rodeiam, mas na verdade, afetam; tanto dentro, quanto fora de nós. Está cada vez mais difícil ser honesto e justo, pois muitas pessoas não querem isso. Logo, se você tem tentado ser melhor do que era, se tem sido honesto e procura agradar à Deus em primeiro lugar, deve estar enfrentando várias dificuldades. Você não está sozinho. Em primeiro lugar, deve estar acompanhado de uma presença em seu coração. Em segundo lugar, há mais pessoas pelo mundo fazendo o que você faz; fazendo da vida uma jornada de autoconhecimento e aperfeiçoamento. É importante manter a esperança naquilo de mais nobre que você acredita, pois é terrível quando desacreditamos e, logo ali, encontramos uma prova da sua existência.

E quanto ao ponto de referência: imaginemos alguém que cresceu em meio à violência, ao roubo, ouvindo palavrões dos pais, sendo rejeitado pela família, etc. Essa pessoa, caso não tenha conhecido nenhuma outra forma de vida, terá isso tudo de ruim como ponto de referência. Acreditará que é só isso o que existe e reproduzirá em sua vida. Qualquer um que tenha tido uma vida melhor do que isso será capaz de perceber e argumentar o quanto a vida pode ser melhor, mais edificante. Mas esta própria pessoa não percebe que a referência dela mesma é limitada. Ou seja, todos nós temos referências débeis e limitadas. E ter consciência disso é o primeiro passo para se ampliar e melhorar nossas referências infinitamente.

Por isso, devemos nos fazer conscientes de nós mesmos antes de querer “aconselhar” os outros. Sabemos que o melhor conselho é indicar ao outro para que olhe dentro de si mesmo e encontre a Verdade sobre si mesmo, e, consequentemente, sobre o Universo. Existiram muitos guias aqui na Terra, mas mesmo que encontremos um fora de nós, teremos de encontrar um dentro. É como alguém que se perde na floresta escura e percebe que está só. Somente sairá da escuridão se aprender a fazer sua própria luz; e até que isso aconteça, terá de aprender a andar na escuridão e usar os outros sentidos. Terá de ter fé na luz que ainda não nasceu em si mesmo. E naquele momento de desespero, não é que você tenha ficado sem saída, na verdade, todas as respostas inúteis se esgotaram e sua única saída é mergulhar dentro de si mesmo e arriscar sua sanidade para encontrar a Luz. Boa sorte e boa jornada!

Escrito por H.
11/06/17